Por que o projeto da escola solidária irritou tanto a esquerda?

Um dos princípios básicos aqui deste blog é entender a esquerda como uma seita, cujas crenças e valores morais (deixando claro que a moral deles não é a nossa), são invariavelmente os mesmos em qualquer lugar. Vejam este caso em especifico: o coordenador do Movimento Brasil Livre – Florianopolis Ramiro Zinder se candidatou ao cargo de vereador pela capital catarinense. Um escândalo, ao menos para os que não estão acostumados com a democracia. Não para por aí. Um dos projetos apresentados por ele passou a ser retratado pela seita totalitária como “uma tentativa de terceirizar a educação”.

 

Vejamos. O tal projeto proposto por Ramiro é a escola solidária, inspirado nas “charter schools”. O modelo é praticado em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Suécia e Reino Unido. Nesse sistema, a gestão das escolas é realizada por meio de parcerias entre entes públicos e privados. O modelo funciona como organizações do terceiro setor para administrar funções que não são bem conduzidas pelos agentes públicos. Detalhe: o acesso continua gratuito para os alunos, sem que seja reduzido ou aumentado o valor das verbas para a educação.

Mas a esquerda da Ilha da Magia não está lidando bem com a proposta. Querem manter as escolas nas mãos de sindicatos de professores e burocratas inoperantes da Secretaria da Educação. Por que fornecer uma educação melhor para as crianças, com uma gestão mais competente de recursos, se podemos manter as coisas exatamente como estão? O padrão dos ataques já é conhecido, e inclui acusações baixas. A exemplo de outras propostas democráticas para a educação, a escola solidária é taxada como uma quimera.

O que não é dito, é que a proposta já tem resultados comprovados. Inclusive no Colégio Catarinense. Já está provado que grupos privados são mais competentes para a gestão do que a burocracia. Não há ninguém nos dias de hoje que possa dizer o contrário sem ser interpretado como cúmplice do status quo. Outros atestam que Ramiro não sabe o que diz. Menos. Ramiro Zinder é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. É Mestre em Linguística e Doutor em Psicologia pela mesma instituição. No entanto, as esquerdas acreditam que são sindicalistas e os sicários dessa ideologia que devem comandar a educação.

É bom ficar atento: qual é o motivo de tanto interesse? Sabemos que para eles, tudo se resume a disputa ideológica e ocupação de espaços. Assim como no caso do Escola Sem Partido, o que se reivindica não é o que é melhor para os estudantes e para a sociedade, mas sim o que é melhor para as esquerdas. Adotar um sistema moderno, colaborativo e participativo seria a solução não só para a melhoria na qualidade das escolas como também no uso mais eficiente dos recursos públicos. Um modelo adotado em nações vencedoras. Enquanto isso, os partidários do retrocesso ladram contra o projeto lançando mão das mais sórdidas ilações. Que Ramiro não se vergue aos gritos dos inimigos da democracia.

 

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