No fim, teve golpe. Golpe do PT, é claro

O Partido dos Trabalhadores deu um passa moleque na democracia, rasgando a Constituição e concedendo um privilégio ilegal para a presidente cassada Dilma Rousseff. Deram para Dilma o privilégio de passar por cima da lei ao manter seus direitos políticos.

Votaram pela infâmia final os senadores Renan Calheiros, Eduardo Braga, Eunício Oliveira, Cristovam Buarque, Hélio José, Rose de Freitas, Edison Lobão, João Carlos Alberto, Roberto Rocha, Cidinho Campos, Wellington Fagundes, Jader Barbalho, Raimundo Lira, Acir Gurgacz, Valdir Raupp, Telmário Mota, Antonio Carlos Valadares e Maria do Carmo. Listamos apenas os não petistas que votaram pelo impeachment, já que dos petistas já se esperava a fidelidade ao plano criminoso de poder.

Houve golpe.

O conchavo entre estes senadores foi tramado na calada da noite, e deve beneficiar Eduardo Cunha. Aquele Cunha, que segundo os petistas e linhas auxiliares, seria o mentor intelectual do processo de impeachment. Não esqueçam os nomes desses senhores. E exijam que os demais senadores, aqueles que não estão implicados no conchavo, para que questionem a decisão.

Parte desses farsantes sequer deveria fazer parte da vida pública. Há ai agressores de mulheres, ladrões de dinheiro público, gente envolvida no Petrolão. Seria natural que defendessem a impunidade. O que é grave é a cusparada desferida contra o povo brasileiro, que foi às ruas exigir a punição da presidente criminosa.

Aliás, a traição foi também contra os brasileiros, e contou com a gentil participação do presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, que jamais deveria ter acolhido o pedido de votar a suspenção dos direitos políticos em separado pois isso contraria a legislação. E é bom lembrar: em 1993, o próprio STF decidiu que a cassação do mandato deve ser acompanhada pela suspenção dos direitos políticos pelo período de oito anos.

Quem lê este blog sempre soube que por aqui o PT é tratado como golpista. É o que eles E nos chamavam daquilo que eles são, nos acusam daquilo que praticam. O decálogo falsamente atribuído ao revolucionário Vladmir Lenin pode até não ser legitimo, mas expressa uma obviedade inquestionável: a norma das esquerda é sempre acusar os adversários daquilo que eles fazem.

O processo de impeachment é inquestionavelmente democrático. Não houve tanques nas ruas, houve povo. Não houve protagonismo político, mas sim protagonismo popular. Houve triunfo da democracia, pelo menos em se tratando do processo do impeachment em si. Só houve golpe mesmo no final. E um golpe petista em conluio com Renan Calheiros, um golpe que beneficia Eduardo Cunha. Eles que tanto falaram da foto de lideranças de movimentos sociais pró-impeachment com o então presidente da Câmara Eduardo Cunha, foram os que ao fim acabaram por beneficiar o deputado. Não é possível que Dilma, Renan e o PT saiam ilesos dessa confabulação. Golpistas não passarão.

 

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