Todos os posts de Eric Balbinus

Bacharel de Relações Internacionais, conservador e corintiano. Quase chegou a ser um true metal na juventude, mas hoje ouve até Luiz Gonzaga e Alceu Valença É chamado de liberal por alguns conservadores e de ultraconservador por esquerdistas.

Verás que o filho teu fugiu da luta

NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images

O adiamento do depoimento do ex-presidente Lula e de sua mulher Marisa Letícia perpetrado pelos pilotos de fuga deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e do conselheiro Valter Shuenquener de Araújo. O membro do Conselho Nacional do Ministério Público entendeu como procedente o argumento expresso pelo petista Paulo Teixeira de que o procurador Cássio Conserino havia “transgredido deveres funcionais” ao investigar o ex-presidente. Para eles faz sentido, investigar um Deus é transgressão grave.

Chama a atenção o desespero dos petistas, e a atitude de Lula fugindo da Justiça, mobilizando grandes nomes para defender seu caso, além das contradições na defesa. São tantas frentes de investigação, são tantos detalhes incômodos, são tantas relações perigosas, que o presidente bandido não dá conta de se defender da mesma maneira confortável como se portou no episódio do Mensalão. Sãos suas entranhas que estão expostas, não é fácil lidar com isso.

A covardia de Lula fugindo de um depoimento mostra sim, que há muito o que ser investigado. Inclusive pelo juiz Sérgio Moro, para quem Lula terá que prestar esclarecimentos no dia 14 de março. Por coincidência, será um dia após as manifestações convocadas pelos movimentos sociais que pedem o impeachment de Dilma Rousseff e a própria prisão de Lula. O homem que diz ter a consciência limpa parece mais um cachorro acuado, não consegue nem encarar seus acusadores. O infame Luiz Inácio se safou de um constrangimento se colocando em uma situação mais constrangedora ainda. Que morte horrível.

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O caso do Quitandinha e o modus operandi criminoso dos progressistas

O “textão” da feminista Julia Velo quase fechou as portas de um tradicional bar na Vila Madalena. No dia 5 de fevereiro, Julia publicou um relato em seu Facebook afirmando que havia sido assediada no Quitandinha Bar. Segundo a moça, o gerente foi chamado para resolver a confusão e ignorou seus apelos. Mais tarde ela ainda chamou a polícia, mas nada foi feito. Em seu texto, a moça faz uma ameaça: diz que não ficará pedra sobre pedra. Não ficou, visto que a estória foi levada aos tribunais dos Justiceiros Sociais. E eles nunca perdoam. Desde então o estabelecimento tem sido alvo da fúria dos que dizem pedir mais amor, que queriam com todas as forças fechar as portas do local. Portais como Catraca Livre e Huffington Post Brasil logo passaram a tratar a gerencia da casa como cúmplice das tais “agressões”. Felizmente a mesma internet que proporciona picadeiro para gente como Julia Velo serve par informar sobre a verdade. Vamos ver o vídeo postado pelo Quitandinha, com imagens do circuito interno da casa em contraponto com o relato fantasioso da moça. Voltamos em seguida.

Pois bem: nota-se que tudo não passou de uma invenção da moça. Provavelmente doutrinada com a ideia de que qualquer olhadela masculina já é uma agressão, Julia se irrita com o rapaz que estendeu o braço em direção a sua mesa e que depois pegou algum objeto (provavelmente um porta-guardanapos). Notem que é ela quem faz confusão, que é ela quem grita, que provoca e que precisa ser contida pelos próprios amigos. E são eles que a arrastam para fora do bar. São amigos, e já devem conhecer a índole da moça. Mais tarde ela deixa o local sem registrar boletim de ocorrência, mas não sem antes provocar mais confusão na hora de pagar a conta com a alegação de que foi vítima de “assédio”.

Esse caso do Quitandinha é emblemático. Na era das redes sociais, foi instituído o Santo Ofício das Causas Progressistas. Gente baixa com tendências autoritárias resolveu se posicionar como um poder marginal, acuando quem pesa diferente e praticando justiça com as próprias mãos. No geral trata-se de gente bem educada, que frequenta lugares sofisticados e que se julga intelectualmente superior. O caso do Quitandinha por pouco não termina com o fechamento da casa, diante da campanha implacável dos amorais do Huffington Post, Catraca Livre, Geledés e outros esgotos progressistas. Por pouco as famílias dos funcionários não perdem o sustento por conta das mentiras de uma patricinha chiliquenta.

Sim, é isso que Julia Velo é. Uma patricinha mimada, leviana e inconsequente, um ser humano desprezível que ao que parece sofre de mitomania. Como alguém minimamente ético e equilibrado é capaz de produzir uma pantomima dessas? Desde que iniciou a confusão até o dia de hoje, nota-se que ela queria sangue. Por que Julia? É engraçado ver gente pobre desempregada? É legal ver estabelecimentos fechados em plena crise econômica? Isso deve causar alguma espécie de prazer mórbido na moça, do contrário ela não teria mentido. Aliás, Julia retrata bem a classe abjeta que é a esquerda caviar. É essa gente que produz as tais “fanfics de esquerda”, que prega o ódio ao estilo Saramandaia. Como túmulos caiados, pregam amor enquanto se nutrem de podridão. Chama a atenção que não vemos relatos de mulheres pobres denunciando machismo nas redes. As moças menos instruídas, da periferia, que trabalham de dia e estudam à noite não são vítimas da sociedade conservadora. Isso só acontece com nulidades morais como Julia Velo. Agora que ficou provada a verdade, deve ser alvo de processo por calúnia e difamação.

O caso do Quitandinha deve ainda servir de análise para entendermos o modus operandi da militância feminista. Dias atrás o brasiliense Wellington Monteiro Cardoso foi alvo de uma acusação de estupro. Dono de uma empresa de segurança, ele estava trabalhando em uma festa de Ano Novo na Asa Norte, e praticou sexo com uma estudante. Depois de ser devidamente malhado pelo Correio Brasiliense e pelos Justiceiros, a Delegacia da Mulher do DF concluiu que não havia nenhum indício de que ele fosse culpado. Ou seja, concluíram que foi sexo consensual. Em nenhum momento foi dado para ele o mesmo espaço cedido para a tal vítima. O homem (que é casado) foi exposto no país inteiro como um monstro. Outro caso que não gerou a devida repercussão foi o da estudante Sandy Mayumi Makiyami Saguri, que fez um registro falso de estupro onde dizia ter sido violentada por um policial militar fardado. Sandy é estudante de pedagogia na USP, e depois de confrontada pela polícia se justificou dizendo que “bebeu demais, a ponto de alucinar”. Ora, não é interessante que uma aluna da USP, com uma histórica militância contra a PM, vá acusar justamente um PM de ser estuprador?

A verdade aqui é que todos tem a obrigação de desconfiar de relatos de feministas, progressistas e qualquer outro tipo de esquerdista. São monstros morais. Prova disso é que quem repercutiu a mentira não irá se retratar ou se sensibilizar com quem foi injustamente acusado. Dias atrás conversei com uma feminista a respeito do caso do segurança Wellington, perguntei se não era imoral acusar alguém de estupro e destruir a vida do sujeito e de sua família. A justificativa dela foi de que isso era “bem feito”, uma vez que ele era casado. Notem que não há nenhum traço de empatia, já que a ideologia podre corrói a humanidade do indivíduo. Como suas teses são absurdas, eles recorrem à mentiras (como as fanfics) e até ao crime, para moldar a realidade ao seu discurso sórdido. A esquerda é tão sociopata que se utiliza de mazelas humanas como assédio, estupros, racismo, agressões por parte de agentes do estado e torturas para promover sua agenda. Poderia se concluir que se tratam de abutres, mas em se tratando da esquerda há uma diferença elementar: os abutres se alimentam do que a natureza fornece. Já os esquerdistas não passam fome, eles são autossuficientes e produzem a própria imundície à custa do sangue dos outros.

P. S: Por um lapso não mencionei o excelente trabalho das moças da página “Moça, não sou obrigada a ser feminista“. Elas tiveram maturidade para tratar a questão, escancarando as contradições do discurso dos justiceiros e se posicionando contra o assassinato de reputações. Apontaram o caráter vil do assédio e violência contra mulheres sem cair no relativismo. É bom saber que há mulheres assim produzindo conteúdo esclarecedor nesses tempos de mentiras.

O tipo de gente que ainda apoia Dilma Rousseff

pedro paulo-horz

Notícia do Valor Econômico:

Pedro Paulo e Marco Antônio Cabral são exonerados para apoiar Picciani

RIO – O secretário municipal de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Teixeira, e o secretário estadual de Esporte e Lazer, Marco Antônio Cabral, foram exonerados para reforçarem a candidatura do deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ) à reeleição da liderança do partido na Câmara. Pedro Paulo e Cabral são deputados federais e estavam licenciados para ocuparem os cargos na Prefeitura e no governo do Estado, respectivamente. De acordo com o colunista Lauro Jardim, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, eleito deputado federal pelo Piauí, também será exonerado para votar em Picciani.
A eleição para a liderança acontecerá nesta quarta-feira. A estratégia repete o que já havia acontecido em dezembro, quando Pedro Paulo e Cabral voltaram à Câmara para ajudar na recondução de Picciani ao posto. Ele havia sido destituído do cargo após a bancada ficar insatisfeita com os nomes indicados para comissão que analisaria o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

É esse o tipo de gente que apoia Picciani: um agressor de mulheres e um playboy filho de um envolvido no Petrolão. Isso sem falar no próprio Picciani, sócio oculto da Itaipava. É esse o tipo de gente que ainda apoia Dilma Rousseff. O povo carioca deve estar atento nas eleições municipais de 2016.

Economia com supersalários equivale à uma CPMF. Mas o PT prefere o feudalismo

feudalismo

Os principais veículos de imprensa trouxeram no final de semana um levantamento feito por Ministério da Fazenda e do Congresso, mostrando que caso fosse cumprido o projeto de lei 3.123/2015 (que estabelece o fim dos pagamentos acima do teto máximo da União), o governo teria faria uma economia na ordem de R$ 10 Bilhões. Ou seja, algo equivalente a uma CPMF.

 

Considerando que Dilma vandalizou a economia de propósito para vencer as eleições fingindo não saber da necessidade de austeridade, só podemos receber o empenho demonstrado com o aumento de impostos como uma tentativa de asfixiar ainda mais a sociedade brasileira e submeter todo o povo a uma nova ordem econômica. Depois disso Dilma dirá que o remédio para a lambança é mais uma dose de socialismo (justamente o que nos trouxe até aqui). No fim das contas, o que a presidente quer com a manutenção de grandes despesas, supersalários e ostentação pública (como a última viagem a Paris ou a viagem para Porto Alegre no jato presidencial) é instaurar no Brasil uma versão do feudalismo ao modo petista. Nós servos trabalhamos, e pagamos impostos pesados por toda a vida. Impostos que incidem desde o nascimento até a morte. E ela e seus vassalos, como ministros do STF, ministros de Estado e políticos, ocupam o topo da pirâmide, apoiados pelas classes parasitárias das ONGs, classe artística e sindicatos, que hoje fazem as vezes de clero e corporações de ofício. Até quando Catilina, abusarás da nossa paciência?

Manifesto da Direita Festiva

O filósofo Luís Felipe Pondé apontou tempos atrás um dos defeitos da direita, sobretudo a brasileira: a direita é sisuda, engomadinha, por vezes adepta de um estilo de vida quase monástico. A direita brasileira interpreta o mundo sempre de maneira religiosa, sejam os liberais com o seu economicismo, sejam os conservadores com o moralismo. Perdem-se assim chances valiosas de avançar na guerra política.
A Esquerda sempre teve como principal característica sua capacidade de mobilizar jovens, artistas e intelectuais. Ela soma esses convertidos aos sindicalistas, ativistas políticos, ambientalistas e das várias causas progressistas, religiosos, jornalistas e a classe política propriamente dita. Em qualquer lugar do mundo a esquerda se impõe no cenário politico como um kraken: seus tentáculos se estendem por toda parte. Parece quase impossível escapar. Essa onipresença do pensamento revolucionário encoraja esses militantes a gritarem a todo o tempo: resistir é inútil. Isso tem um efeito psicológico imediato nas mentes da Direita. Não há jeito. Eles estão por toda parte. O triunfo dos Borgs vermelhos é uma questão de tempo.

Errado. Eles apenas tentam preencher espaços e mudar a estratégia. Sabem que é uma luta continua. Sabem que muitas vezes, o jeito é desviar o foco, escamotear suas intenções.  Curioso é ver como a direita observa tudo impassível, sabendo o que estão fazendo e permitindo que isso aconteça.
Os anos de hegemonia esquerdista no Brasil criaram no homem de direita uma completa aversão a coisas que de imediato, ele julga como características da esquerda. Se um filho de um conservador diz que vai estudar Ciências Sociais ou História, o pai já se preocupa com a possibilidade do filho se tornar um admirador de Foucault. Música, artes plásticas e para alguns até a literatura, são atividades próprias dos esquerdistas. O homem de direita passa a alimentar o mito de que só as Exatas valem a pena. As vanguardas artísticas, literárias e musicais se resumem a lixo. O “boemismo” é um comportamento que deve ser desencorajado. Piqueniques no parque, festivais de musica e saraus são coisas de desocupados.  Vamos tratar tudo com seriedade, pensa ele. O liberal passa a acreditar que tudo se resume a números e ao mercado. O conservador passa a idealizar tempos passados, a entender que não é um homem desse tempo. Ficam cada vez mais retraídos, mais taciturnos. Aos poucos vão se transformando na caricatura que a esquerda pinta: o coxinha neoliberal e o carola saudoso da ditadura.

Ainda outro dia, fui interpelado por celebrar em minha página a conquista do campeonato brasileiro pelo Corinthians. O motivo era que segundo o meu acusador, não deveríamos perder tempo celebrando o pão e circo, que segundo ele foram armados para acalmar os ânimos dos que pedem a saída da presidência.  Uma tese absurda, por sinal. A esquerda consolida seu monopólio nos setores abandonados pela direita. Como cínicos que são, passam a reescrever a historia segundo sua vontade. Dizem que todos os movimentos sociais são de esquerda, que não existem sociólogos de direita, que o rock é de esquerda, que o papel do teatro é transgredir.

A Direita peca pela ingenuidade, ao se comportar com uma disciplina proibicionista que a impede de propagar seus ideais de maneira mais ampla. A Direita se aferra em uma sobriedade quase vitoriana, e depois não entende porque sofre tanta desvantagem na guerra política. Não raro se comenta nas redes sociais que “protesto bom é protesto com palavras de ordem, com a denúncia do Foro de São Paulo e do plano de dominação comunista, que é diferente desse carnaval verde amarelo que se vê nas ruas.” “Ficam cantando ao invés de defender a Pátria”. Meus caros, erramos até hoje. Temos que melhorar  e muito.
Em qualquer parte do mundo, a esquerda é sempre hábil em reivindicar para si tudo o que há de bom e nobre. Não reivindica para si apenas o monopólio das virtudes, da luta pela liberdade, igualdade e fraternidade. Ela ainda se apropria das vanguardas artísticas, da evolução do pensamento, da modernidade, de tudo o que há de vistoso. O entretenimento, sobretudo, parece ser propriedade deles. Os jovens comparam os dois lados da moeda, e a imensa maioria se unem aos canhotos. “São mais divertidos”. Mais do que isso, a esquerda tem sempre um jeito de falar ao coração, enquanto a direita se divide entre o discurso corporativo liberal e a retórica moralista conservadora. Como diz Lobão, a esquerda tem um hype.
A reclamação que alguns fazem dos protestos e da sua aparente abordagem lúdica tem procedência quando se nota que destoa do que era feito por aqui. A nova direita tem uma retórica nova, procura conquistar corações e mentes. Sabe que fazer uma alma despertar da lavagem cerebral socialista não é tarefa fácil, por isso utiliza recursos diferentes. Para animar os protestos pró-impeachment, surgiu em Porto Alegre  grupo “La Banda Loka Liberal”. A bateria faz versões de marchas e cantos de torcidas organizadas para “oprimir” a esquerda.  Como não suportam humor, ficam aturdidos. Deu tão certo que passaram a excursionar pelo país, provocando tumulto entre as hostes esquerdistas. Por mais bizarro que possa parecer, alguns direitistas puristas se ressentiram. “Bateria não é coisa de gente direita” , li em um comentário postado em uma página conservadora.
Pois é. Isso autoriza gente como Beth Carvalho a declarar que “o samba é de esquerda”. Milhares de simpatizantes acabam entendendo que isso é verdade. A esquerda marca bem seu território. Enquanto em São Paulo o “Bloco Soviético” sai nas ruas no Carnaval, a direita vê e se indigna com a apologia ao totalitarismo. Ora, porque não foram lá fazer uma justa apologia à liberdade?
A Direita precisa se livrar do ranço, do saudosismo, do pessimismo. Precisa criar uma nova narrativa, mostrar quem é que de fato defende os direitos humanos, a liberdade e a fraternidade. Precisa ocupar DCEs, organizar coletivos, festivais de música, promover uma cultura alternativa. A Direita deve criar uma nova linguagem, criar vanguardas. Deve aprender a mostrar que nossa bandeira defende a liberdade, defende a vida em sua plenitude. Temos que desconstruir o establishment esquerdista. Deixar para trás esse quase militarismo. Até porque quem acha que a vida deve ser pautada por uma disciplina militar são os maoístas, stalinistas e afins. Nós devemos aprender a cantar a liberdade. A direita deve promover inovações literárias, formar movimentos sociais, fomentar o “comunitarianismo”. Deve levar arte e esporte para comunidades ao mesmo tempo em que luta por verdadeiras transformações sociais (nada de artesanato com garrafa PET). A Direita deve se colocar sempre na defesa da igualdade jurídica de cada cidadão e combater o elitismo. É assim que vamos enfraquecer a tese da luta de classes. Não devemos admitir o autoritarismo ou totalitarismo. Isso sim, é coisa de esquerdista.
A Direita deve ser acolhedora, disposta sempre a provar que suas bandeiras, no final das contas, é que farão a diferença na vida do pobre, do negro, da mulher e das minorias. Como defendemos princípios sólidos de moral e justiça, isso irá fazer a diferença na vida desses indivíduos. A Direita deve ter maturidade para saber que se um deputado cretino defende qualquer tipo de monstruosidade isso não se deve a orientação sexual do sujeito, mas sim ao seu péssimo caráter. Se uma presidente comete atrocidades, isso não se deve ao fato dela ser mulher. Margaret Thatcher era mulher e foi mais competente que conservadores como Neville Chamberlain. O homem de direita deve parar de associar certas pautas com a esquerda, como a defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. A história nos mostra que foram eles os maiores agressores do meio ambiente e dos direitos humanos, quem defende essa ideologia e diz defender essas pautas não passa de mentiroso. Sua mentira só funciona porque a direita não faz nenhuma narrativa a respeito. Roger Scruton é um dos que defende a necessidade de se defender os recursos naturais, o que obviamente não significa impedir o progresso como fazem os ativistas de esquerda. As coisas boas são criadas lentamente, mas podem ser destruídas com muita facilidade. O desastre de Mariana é um exemplo.

.A Direita deve pregar o amor, pois na verdade é disso que se trata nossa luta. É por amor ao nosso país, aos nossos familiares, às futuras gerações e à própria humanidade é que desafiamos a lógica predatória da mente revolucionária. Devemos falar de esperança, de tempos melhores. O nosso produto é muito bom, mas a nossa embalagem é péssima. Temos que falar ao coração dos brasileiros. O que propomos é que a Direita deixe para trás o que não funcionou até hoje. Vamos idealizar o que é belo moral, enquanto cantamos a vida com nossos lirismos. Vamos nos permitir a aproveitar a vida em toda a sua plenitude. Isso não significa abandonar nossas bandeiras, significa que atingimos a maturidade de perceber que nossa posição não é um fardo, mas sim uma honra reservada a poucos. Vamos em frente, com uma direita festiva.

A Esquerda Saramandaia

 

Semanas atrás, o noticiário trouxe as imagens da ocupação de escolas em São Paulo com a adesão de famosos e supostos intelectuais ao movimento, shows de artistas engajados em apoio aos alunos e as clássicas cenas de enfrentamento a polícia. Hoje, o caso mais próximo disso é a decisão do Conselho de Desenvolvimento Urbano do Recife, que decidiu aprovar o prosseguimento do projeto Novo Recife. A decisão contou com 21 votos a favor, dois contrários e duas abstenções. Do lado de fora da Prefeitura recifense, militantes do Ocupe Estelita promovem um ato contra a decisão. Junto com os jovens alternativos, movimentos como CUT, UJS e congêneres. Segundo eles, a área do cais Jose Estelita não pode ceder “á especulação imobiliária”, e deve ser preservada e transformada em espaço de cultura para os moradores da cidade. Na mesma linha estão os manifestantes do Parque Augusta, em São Paulo. Apesar de São Paulo ter vários parques, vários jovens moradores das imediações da Paulista protestam contra a decisão de se construir um condomínio residencial na Rua Augusta. Eles querem mais um “espaço urbano humanizado”. No mesmo dia, o titã Paulo miklos se unta com Chico Buarque e Dado Villa Lobos para gravarem uma musica de protesto. Protesto contra o governo autoritário e corrupto de Dilma Rousseff? Não. O protesto é contra a reorganização escolar proposta por Geraldo Alckmin. Em tese, o que se vê aqui é o esquerdismo Saramandaia.

Na fantástica obra do comunista Dias Gomes, uma pequena cidade da zona canavieira de Pernambuco se divide entre tradicionalistas e “mudancistas”. Os “mudancistas” querem mudar o nome da cidade de Bole-bole para Saramandaia, enquanto os tradicionalistas defendem argumentos históricos para a manutenção do nome. As duas facções são representadas por duas famílias principais, a família Rosado e a família Vilar. Entre os tradicionalistas, os religiosos e devotos da cidade, o diretor do centro cívico Aristóbulo Camargo, comerciantes, donas de casa e autoridades. Do lado dos “mudancistas”, estava a elite progressista, os estudantes, os poetas e os intelectuais. A cidade atemporal de Bole-bole era um microcosmo da luta entre a direita conservadora e a esquerda progressista. O que dramaturgo fez ali foi uma propaganda da revolução socialista camuflada de realismo fantástico, driblando a censura do Regime militar com um enredo baseado no conflito de ideias. Deu certo. Como a maioria dos ideólogos de esquerda, Dias Gomes era muito inteligente. Eles sempre são: quem é quadrupede é a militância.

Nota-se que o argumento dos mudancistas para trocar o nome da cidade é muito irrelevante; eles dizem sentir vergonha de Bole-bole. Mas ao serem perguntados do porque Saramandaia não sabem explicar as razões de sua militância: definem apenas a mudança como um estado de espirito, como uma mudança de paradigmas. No fundo o que eles querem, é acabar com a tradição, romper com o passado, refazer a história.

Assim são os diversos movimentos da esquerda lírica, com suas pautas difusas e seu total distanciamento do resto da sociedade. Desde as jornadas de Junho de 2013 até o Ocupa Sampa, e agora com o #Virada Ocupação, o que se vê é um sentimento de completa alienação que une milhares de pessoas em torno de uma causa irrelevante, mas que dá a eles o sentimento lúdico de que “estão participando de uma revolução”. De maneira superficial, eles se esforçam para reproduzirem cenas semelhantes ao Maio de 1968, quando estudantes manietados por sindicatos e pelo Partido Comunista Francês se organizaram em torno de uma greve contra o presidente Charles de Gaulle. Os storytellers da gauche nos contam sobre as novas ideias pregadas por jovens idealistas, sobre a união de jovens burgueses e operários, sobre o despertar de uma nova consciência. O que não nos contam é que de um lado havia o governo democrático de De Gaulle, o general que comandou a resistência francesa contra os nazistas, e do outro os radicais da esquerda que admiravam nomes como Mao Zedong, Joseph Stalin e Enver Hoxha De fato havia uma luta entre ditadura e liberdade; de um lado um general que lutou contra o nazismo e rejeitou as ideias de grupos radicais da direita e da esquerda, do outro indivíduos que admiravam regimes de carniceiros.

O que se vê nessas ocasiões é sempre uma panaceia em torno de uma ideia forjada por grupelhos que não desfrutam da simpatia popular. Eles não podem mudar o status quo, para isso buscam espalhar suas sementes totalitárias no solo fértil das mentes adolescentes. Alguns adultos mais imbecilizados, como e o caso da chef Paola Carosella, logo ficam maravilhados diante da “coragem e disposição desses jovens”. Que coragem? Que disposição? Lutar para manter uma área degradada no meio de uma grande cidade como território livre para prostituição, violência e trafico como queriam os neohippies do Ocupa Estelita é gesto de idealismo? Jovens ricos lutando contra a geração de milhares de empregos diretos e indiretos em Recife e São Paulo nos casos do Cais Estelita e Parque Augusta, por acaso requer coragem? Promover arruaça no metro da Sé depois da rendição do governador com relação à reorganização escolar é sinal do que exatamente?

Em Saramandaia, os mudancistas também eram hipócritas, arrogantes e superficiais. Na versão de 2013, há uma cena em que o mudancista Pedro Viana (Nato Tavares na versão de 1976) é chamado ao dialogo com o bole-bolense Zico Rosado. A resposta dele é clara: “não tem conversa com bole-bole”. É essa a disposição ao diálogo de quem lidera esses grupos. São indivíduos autoritários que pretendem estabelecer uma nova ordem: a deles. No final do folhetim, a cidade muda de nome e a revolução vence. Aos opositores das novas ideias só há um caminho: a morte ou a conversão. Sim, a nova consciência parece ter sido concebida por Maomé.

Em qualquer uma dessas movimentações, se vê aberrações como jovens do 3° colegial reclamando sobre decisões que não irão afetar suas vidas ou burgueses que nunca andaram de ônibus depredando patrimônio público e privado em protesto contra o aumento de R$ 0,20 nas passagens. Ninguém ali se preocupa com as verdades, apenas com o aspecto da estética revolucionária. No fundo, essas ações da esquerda não passam de uma grande feira das vaidades, sob medida para inflar os egos de quem quer mostrar aos outros “que não se conforma com o que aí está”. As pautas desses movimentos são sempre as mais egoístas possíveis, os propósitos, os mais cretinos. A televisão combinada com o advento das redes sociais e a decadência do jornalismo é que nos trouxeram ao tempo da Civilização do Espetáculo (como bem descrito no brilhante livro de Mario Vargas Llosa). Sendo assim, vivemos tempos em que tudo é banalizado, desde as artes até os costumes. A frivolidade, o sensacionalismo e o hedonismo imperam. Graças a essa tempestade perfeita, temos efeitos colaterais como esses falsos movimentos de libertação capitaneados pela esquerda, que não passam de uma ópera bufa. Apesar do caráter absurdo e da já destacada superficialidade, esse tipo de fenômeno é efetivo em conquistar seus dois objetivos principais: ajuda grupos autoritários a conquistarem mais ovelhas para o rebanho e a estabelecerem pautas próprias à sociedade, independente do que a esmagadora maioria pense sobre aquilo. E é claro, permite que jovens indolentes inebriados pelos vícios do capitalismo possam brincar de revolução. De certa forma, do lado deles todos ganham