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O primeiro dia do Julgamento de Dilma: no apagar das luzes, uma farsa para a posteridade

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Arquivo da Folha : Quando Cunha não era golpista

Um amigo compartilhou um link antigo da Folha de São Paulo, datado de 11 de outubro de 2010. A matéria (reproduzida abaixo), mostra a articulação dos aliados evangélicos do Partido dos Trabalhadores para “desmistificar” aqueles boatos de que Dilma Rousseff seria comunista, pró-aborto e tantas outras coisas (é óbvio que Dilma é um anjo, não é mesmo?). Um dos que foram a campo nos templos evangélicos para falar pela petista foi Eduardo Cunha. O hoje presidente da Câmara já era muito influente tanto no PMDB quanto no governo. A relação era muito amistosa, até que a já eleita presidente Dilma resolveu substituir alguns indicados do peemedebista. Cunha resolveu que seria o presidente da Câmara para acabar com a hegemonia do Executivo petista, rompendo com uma política do café com leite em que PT e PMDB se revezavam no comando da Casa. Ao fim, a relação azedou de vez quando as negociações com Lula para salvar o presidente da Câmara das mãos do Procurador-Geral da República Rodrigo Janot não avançaram. Cunha resolveu acolher o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e se tornou inimigo declarado da esquerda.

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Antes disso, ele era um bom homem. Andava pelos corredores de Brasília costurando apoio para as votações do governo, apoiava as políticas sociais propostas pelo partido e fazia a ponte para os evangélicos, majoritariamente conservadores. Eram tempos de unidade nacional na narrativa da esquerda, quando não havia polarização política, quando a direita não estava nas ruas, quando os golpistas não estavam no poder, quando a Câmara dos Deputados não era demonizada pelos partidários do petismo. Até porque tudo que o governo queria era aprovado por aqueles senhores. Hoje sabemos que as relações também se baseavam no crime, que Cunha foi lacaio do petismo no plano criminoso de poder, e que se hoje os dois brigam, é porque mesmo entre o crime não se aceita traição. Ninguém na esquerda questionava a legitimidade de Cunha para conduzir negociações em nome do PT (Cunha é tido como corrupto desde os tempos da Telerj). Quem o faz hoje age motivado apenas pelo processo do impeachment, e só estão esperneando por conveniência política. Para a esquerda é assim: bandido bom é bandido à favor.

Essa matéria da Folha é uma preciosidade. É mais um motivo para lutarmos contra o golpe das operadoras de internet e Anatel, que querem limitar o consumo de dados na internet. Se for do jeito deles, essas informações não estarão mais ao alcance de todos. É bom que todos tenham acesso ao que nossos políticos fizeram no verão passado, principalmente para lembrar a esquerda que nenhum deles falou em Estado laico, ética ou golpe quando se aliou com um bandido como Cunha, que na época dessa matéria já estava recebendo dinheiro do Petrolão em suas contas na Suíça. Hipócritas não passarão.


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O Arrego de Silvio Costa e a neutralidade de Picciani: bandeira branca?

Silvio Costa, o deputado pernambucano que já sugeriu a possibilidade de crimes de pedofilia contra o bispo auxiliar de Aparecida em represália ao posicionamento do religioso contra o infame Luís Inácio, que age de maneira truculenta nos corredores da Câmara, que aceitou a tarefa inglória de percorrer os esgotos de Brasília para defender o petismo. Silvio Costa, aquele que faz discursos histéricos que seriam dignos de um Mussolini ou Maduro, esse mesmo homem que posa de cabra macho para defender o plano criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores, agora arregou.

Segundo nota do Antagonista, o deputado enviou um email para alguns parlamentares pedindo “desculpas e carinho”, acenando para um futuro de conciliação e entendimento. Um discurso de conciliação depois de todas as bravatas e ofensas, cuja maior vítima foi o povo brasileiro, sobretudo os pernambucanos que foram envergonhados pelos vexames de seu representante. Depois de usar seu mandato como instrumento político na defesa de uma presidente criminosa, ele pede carinho.

Silvio Costa conseguiu o posto de mais petista dos não petistas, ao lado de Jean Wyllys, Roberto Requião, Leonardo Picciani, Simone Morgado e Renan Calheiros. Ninguém que orgulhe seus pares por suas posições. Silvio resolveu atuar como bufão do crime, atuando de maneira espalhafatosa para divertir os chefes da facção. De todas as patifarias, chegou a usar uma lista fraudulenta fabricada pela comunista Luciana Santos para blefar pelo governo ao sugerir que aqueles 186 nomes votariam contra o impeachment. Além de ter debochado da própria democracia ao admitir que alguns faltariam para beneficiar o governo, ao afirmar sorridente que ninguém poderia punir quem faltasse com atestado médico.

Foi esse homem que arregou.

Silvio deve ter percebido que os ventos mudaram, que a sua amada Rainha Louca está a um passo da guilhotina, que será afastada assim que o Senado acolher o pedido de impeachment referendado pelo STF e pela Câmara dos Deputados por ampla maioria, e que quando ela for afastada, o jogo estará perdido. Ele sabe que apesar do impeachment ainda não possuir o apoio dos 2/3 necessários para a condenação de Dilma, um afastamento de 180 dias apagará a czarina do poder. O povo que já rejeita Dilma simplesmente não a aceitará mais como líder. É por isso que ele pede compreensão. Silvio Costa sabe que quando esse Titanic naufragar, os governistas não petistas ficarão à deriva. É por isso que ele escreveu esse email vergonhoso para seus colegas.

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Seu colega de governo Leonardo Picciani foi ainda mais sagaz em sua discreta rendição. Ao invés de seguir na defesa aberta do governo, Picciani (que um certo amigo diz ser a cara do Bronco Baby Huey), comentou em seu Facebook sobre a votação de maneira genérica, dizendo apenas que a Câmara “admitiu o processo de impeachment”, e que não houve “nem vencidos nem vencedores”.Como assim não houve vencidos ou vencedores? A gracinha de Picciani tenta aliviar o fato de que ele apoiou um governo corrupto e autoritário, que tentou o diabo para escapar de um processo de impeachment, e que apesar de todos os crimes e todas as tentativas de obstrução da justiça, acabou derrotado pela pressão popular. É claro que houveram vencedores, que foram os brasileiros. E os grandes derrotados foram os petistas e seus jagunços, inclusive o próprio Picciani. Essa estratégia de não se aprofundar no mérito do voto tem o propósito de assumir uma posição mais neutra de agora em diante, quando já se sabe que o governo Dilma Rousseff é um cadáver insepulto. Em pensar que Leonardo Picciani chegou a agredir verbalmente o próprio pai porque o patriarca Jorge rompeu com Dilma… O deputado estadual Jorge Picciani pode não ser nenhum exemplo de moralidade ou ética, mas ainda assim é o pai do líder do PMDB na Câmara, e o arquiteto de sua carreira política. Sem Jorge, Leonardo não seria nada. A saída agora é a neutralidade. Mas porque só agora?

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A verdade é que esses dois infelizes senhores perceberam (tarde demais) que a sua postura pode custar caro. Tal como aconteceu no impeachment de Fernando Collor, a esmagadora maioria dos deputados que votaram a favor do presidente foram vítimas da “maldição do não”, e não tiveram mais êxito em suas carreiras. A exceção notável foi Ronaldo Caiado, que conseguiu se reinventar e hoje é uma das estrelas da oposição. No caso de Dilma talvez a sobrevivência política se torne mais difícil por um motivo bastante simples: petista só vota em petista. Em resumo, pode até ser que muitos eleitores da extrema-esquerda deem tapas nas costas desses parlamentares, podem até compartilhar suas postagens e tecer elogios nas redes sociais. A blogosfera governista pode produzir conteúdo favorável e artistas apoiadores do lulopetismo podem usar esses nomes para fazer proselitismo afirmando que “não é por um partido, é pela democracia”, apresentando essa escória como prova de isenção. Mas não cola, já que o petista não deixará de votar nos representantes de seu curral para votar nos adesistas. Já o eleitor comum não irá mais confiar em quem o traiu em um dia histórico. Quem notou essa tendência tarde demais irá lutar por sua carreira política igual peixe fora d’água, desejando em seu íntimo ter feito outra escolha no passado. Sem essa senhores, a dona História não perdoa os traidores do povo. O tribunal popular das prostitutas do Congresso será nas urnas.


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O impeachment é uma vitória que não põe término à luta por liberdade

Domingo, 17 de Abril de 2016. A Câmara dos Deputados dá o diagnóstico: o governo petista está morto. O voto decisivo veio do deputado Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco. O Brasil que sustenta um estado paquidérmico, mantido em situação de trabalho análogo à escravidão por essa organização criminosa há treze anos, chorou, sorriu e vislumbrou um futuro de liberdade.

Vai tarde o governo Dilma Rousseff e toda a lama que ele representa. Em São Paulo, milhares lotaram a Avenida Paulista, palco das maiores manifestações da história, que são as mesmas que reivindicavam o impeachment de Dilma. Se reuniram ali com os movimentos que pediam o afastamento da presidente criminosa. Se reuniram em um local que se tornou símbolo da resistência ao bolivarianismo. Justamente o mesmo local onde os lacaios do governo tentaram fazer frente à democracia e a legalidade, e onde foram expostos em toda a sua insignificância e mediocridade ao não conseguirem sequer reunir um décimo daqueles os brasileiros que protestam de graça.

Esse foi um dos motivos que influenciou os cúmplices do petismo a se reunirem no Vale do Anhangabaú. Um local menor pode ser facilmente ocupado pelos pelegos, com o uso de centenas de balões e foco fechado, o que facilita para passar a impressão de que uma multidão ocupa o lugar. Prova disso são as fotos da manifestação do 31 de março na Praça da Sé. Eles se reuniram ontem com a intenção de afrontar o povo brasileiro, acreditando que sairiam dali para comemorar o golpe, a infâmia, o estelionato eleitoral, o trinfo do autoritarismo, do cinismo e da traição. Depois de várias bravatas, choraram copiosamente nas calçadas e nas sarjetas. O mesmo aconteceu em Brasília e em outras cidades, onde a escória submergiu do esgoto para suas pífias demonstrações de força. Terminaram seu dia confundidos e envergonhados. Para eles, é o começo do fim.

Os brasileiros que não se deixaram dominar pelo discurso bolchevique se sentiram aliviados. A doença tem cura. O Brasil pode se salvar dentro de alguns dias do seu mal mais imediato. Constatamos que temos um Congresso composto por canalhas de vários matizes, por oportunistas de todas as cores, por verdadeiros vendilhões do templo. Mas que de certa maneira, as instituições ainda funcionam, o que nos dá o alivio de saber que estamos longe de nos tornarmos uma Venezuela. Nossos parlamentares ouviram às ruas, seja pelos motivos certos ou errados.

Essa vitória não dá por encerrada a batalha do impeachment, assim como o impeachment de Dilma Rousseff não põe término ao dever de fiscalizar a democracia. Cada brasileiro tem o dever de expurgar do Congresso aqueles seres execráveis que transforam o parlamento em circo. Temos que oxigenar nossa democracia. O resultado de ontem nos mostra que um país mais ético, mais ético e mais livre é possível por meio da mobilização popular. Deixemos de lado o complexo de vira-latas, que que o Brasil não tem jeito. Lembremos de Carlos Lacerda, que concluiu de maneira certeira que o futuro não é o que tememos, é o que ousamos.


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Clarissa foi vendida ao PT por seu pai

Em tempos em que a mulher se emancipou e adquiriu igualdade jurídica, vemos algumas práticas anacrônicas como casamentos forçados e venda de mulheres. Foi mais ou menos o que aconteceu com a deputada federal Clarissa Garotinho.

Há muito que a deputada tem declarado seu apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Seu voto era certo, até que seu pai Anthony Garotinho se ergueu da sarjeta para negociar o voto da filha. Após uma discreta reunião com o ministro chefe da Secretária do Governo Ricardo Berzoini, ficou decidido que Clarissa não votaria contra Dilma. Como ela já havia se comprometido com o impeachment, ficou resolvido que a saída seria pelo cinismo: Clarissa pediu licença medica de centro e vinte dias. A desculpa para o golpe é a gravidez da deputada.Se houvesse solicitado um dia a mais seria permitido ao suplente votar em seu lugar. Como o objetivo é blindar Dilma, Anthony orientou a filha a não correr o risco de ver o suplente votando sim.

Não se sabe qual foi o teor da negociação entre Garotinho e Berzoini, só sabemos que ele vendeu a filha ao PT. Só para recordar, em 1992 o deputado federal Roberto Campos foi votar de cadeira de rodas, após sofrer uma grave intoxicação alimentar. Saiu do plenário direto para o hospital. Clarissa não está doente, e ainda que fosse necessário o afastamento das funções, ela poderia optar entre se afastar apenas na segunda ou pedir licença superior a cento e vinte dias para que seu suplente votasse em seu lugar. É bom que o povo fluminense memorize essa manobra.


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O golpista Marco Aurélio cumpriu o voto adiantado no Roda Viva

O Ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello cumpriu sua promessa: determinou que o presidente da Câmara Eduardo Cunha aceite o pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer. Um pedido de impeachment muito semelhante ao de Dilma, que Marco Aurélio chamou de “golpe”.

O ministro parece muito confiante. Ele confia na impunidade, no desprezo à Constituição, no desrespeito ao equilíbrio e independência dos poderes e no bolivarianismo que garantiu entre outras coisas, que sua filha fosse nomeada desembargadora em detrimento de gente mais competente e experiente. Ele também espera que seu primo Fernando Collor seja absolvido das acusações. A punição deve ser apenas contra Eduardo Cunha, Michel Temer e qualquer outro que ouse se colocar no caminho do plano criminoso de poder da qual Marco Aurélio é associado. Vale a máxima: aos amigos tudo, aos inimigos a lei. É a lógica dos verdadeiros golpistas.

Notem o absurdo: o ministro acha que o fato da Câmara ser presidida por Cunha tira a legitimidade da instituição e sua independência prevista na Constituição. Ele está rasgando a lei e obstruindo o funcionamento da democracia brasileira. Essa decisão de Marco Aurélio de “obrigar” Cunha a fazer o que quer que seja é autoritária, e coloca o Brasil em um estado de exceção. Ontem no Roda Viva ele argumentou que Cunha ainda estava no comando da Câmara porque “o STF só age quando provocado”, ou seja, que havendo a provocação Cunha poderia ser deposto da presidência, cassado e preso pela mais alta corte. O mesmo princípio que não vale para Dilma ou Renan Calheiros. Só para lembrar, Marco Aurélio não disse o mesmo quando José Sarney e Renan Calheiros enfrentaram processos no Conselho de Ética do Senado em tempos passados. Ele não falou porque é tão golpista quanto o partido que se propôs a defender. Cunha pode recorrer, e caso a decisão absurda e autoritária seja mantida, a oposição tem a obrigação de recorrer à Corte de Haia por violação da Constituição e por uso do STF para defender uma máfia e perseguir os opositores do governo.

Essa decisão expõe algumas verdades. O STF, aquela corte acovardada que vive de joelhos para o Partido dos Trabalhadores não respeita o povo brasileiro. Marco Aurélio deixou isso bem claro quando foi colocado contra a parede por José Nêumanne Pinto no Roda Viva de ontem. Também mostra que ele “faltou com a verdade” quando disse que aquele documento vazado determinando que Cunha acolhesse o pedido de impeachment de Temer fosse verdadeiro. Ele só recuou para que não pegasse tão mal.

O Ministro se coloca agora na condição de militante petista. Ele abriu mão da confiança que os brasileiros devem ter nas instituições para assumir o lugar no panteão dos inimigos da pátria. Marco Aurélio deve ser vaiado em restaurantes, nas ruas e onde quer que passe. Garçons devem se recusar a atender esse infeliz senhor. O lugar de Marco Aurélio é o ostracismo em vida e a lata de lixo da história. É isso que deve ser feito com quem age no submundo colaborando com os planos dessa máfia totalitária. Marco Aurélio escolheu seu caminho ao se aliar ao pior inimigo que o Brasil já teve. Que assuma as consequências de sua traição.


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Cardozo, o Garibaldo da AGU

Ontem o Advogado Geral da União José Eduardo Cardozo protagonizou o pior momento de sua carreira. Ele foi incumbido pelo governo de fazer a defesa de Dilma Rousseff na última sessão da Comissão do Impeachment antes da votação. Além de admitir publicamente que Dilma pedalou, Cardozo ainda levou um tipo de prova de pré-escola para ilustrar as pedaladas. Um completo vexame.

Cardozo rebaixou os parlamentares à condição de crianças ao transformar sua defesa em uma espécie de esquete da Vila Sésamo. Digno de quem é tão atrapalhado quanto o Garibaldo. Mais do que isso, o titular da AGU rebaixou a própria presidente e seu próprio cargo. Todos sabemos que Cardozo não é um nome digno nem para a primeira instancia e que Dilma não deveria ser eleita nem para síndica de condomínio, mas temos que ponderar que as instituições estão acima dessas pessoas. O que se viu ontem foi lamentável para dizer o mínimo.

O que houve ali foi um blefe: Cardozo não tinha o que perder e tentou atirar para qualquer lado. Acabou perdendo, já que ofendeu alguns parlamentares ao chamá-los de idiotas de uma maneira tão direta. Ao menos conseguiu fazer com que alguns cidadãos se tornassem solidários à Dilma Rousseff. Não na questão do impeachment ou da governabilidade, sobre isso o consenso é desfavorável à czarina da mandioca. A solidariedade se dá nos impropérios de Dilma contra Cardozo. Ele merece isso e muito mais, já que além de cúmplice do plano criminoso de poder é um perfeito idiota.

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A aposta arriscada dos rebeldes entreguistas do PMDB

Ontem a senadora Katia Abreu passou pela saia justa de ter sido flagrada ao celular enviando mensagens onde demonstrava sua intenção de desobedecer a resolução do PMDB e permanecer no Ministério da Agricultura. O que não foi exatamente uma surpresa, visto que Katia só se filiou ao PMDB por conveniência. Antes disso ela havia se transferido do DEM para o PSD por conta da possibilidade de defender o governo de sua amiga do peito Dilma Rousseff. Filiada ao DEM desde 1998 (quando o partido ainda era PFL), a histórica defensora do agronegócio se tornou do dia para noite uma desenvolvimentista petista. Quando Dilma chegou no segundo mandato, levou Katia para a Agricultura. Ao longo desses quase dois anos, a lealdade da senadora tem sido canina. É evidente que ela não iria largar o osso. A ministra se tem em alta conta, o que a impede de enxergar o cenário com a devida clareza.

Os outros peemedebistas empregados no primeiro escalão também sofrem desse problema. Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Marcelo Castro (Saúde), Mauro Lopes (Aviação Civil), Eduardo Braga (Minas e Energia) e Helder Barbalho (Portos) parecem não querer abandonar o governo, ao menos segundo a mensagem que aparecia na tela da traidora tocantinense. O que há em comum entre eles é que são arrogantes demais para fazer uma boa análise de conjuntura. É por isso que se organizaram em torno de Renan Calheiros para se vender ao PT e trair os brasileiros.

Celso Pansera não é especialista para ocupar o cargo da Ciência e Tecnologia. Professor de geografia e proprietário do restaurante Barganha de Duque de Caxias, ele foi alçado ao ministério nas negociatas entre o governo e o líder do PMDB Leonardo Picciani. Apelidado de “pau mandado de Cunha” por Alberto Yousef, Pansera não possui expressão política e mérito que justifique sua permanência no governo sem uma contrapartida para a base. O mesmo se dá com Marcelo Castro, o incompetente titular da Saúde que não passa uma semana sem falar alguma bobagem. Quem vê a campanha oficial sobre o zika nota que só aparecem crianças do ensino fundamental. Uma escolha obvia, visto que aquelas crianças possuem mais honestidade, competência e traquejo do que o ministro Marcelo Castro. Ele não inspira confiança alguma, é apenas um idiota que ocupa o cargo por conchavos políticos. São justamente essas figuras débeis que correram para demonstrar seu interesse em permanecer no governo e repudiar o rompimento. Se acham muito especiais.

Mauro Lopes é outro. Nomeado para a Aviação Civil sem ter o menor conhecimento na área, aceitou o cargo à revelia da Convenção Nacional de 2016. Mesmo podendo ser expulso, assumiu o cargo falando que “a responsabilidade do PMDB sempre foi garantir a governabilidade”. Não parece em nada com a retórica do partido nos tempos de governo militar. Essa discurso do deputado é mais parecido com o da ARENA. Helder Barbalho (filho de Jader) e Eduardo Braga não se manifestaram, mas segundo Katia eles não querem sair. E aí?

Os peemedebistas todos estão contando com a simpatia da presidente, acreditando que podem permanecer nos cargos à revelia dos fatos. Falam em se licenciar do partido para continuar na função, sendo que o partido já afirmou que a única saída é a expulsão. E é aí que está o problema dos “carguistas”. Dilma só se interessa por eles por serem do PMDB. Se forem expurgados perdem o valor, e será deitados fora como seres insignificantes que são. A única que talvez tenha mais sorte é Katia Abreu, que foi nomeada dentro da chamada cota pessoal de Dilma. E mesmo para ela o cenário é nebuloso. Se Dilma quiser lançar mão do cargo para fazer negociata com os nanicos, Katia está fora. Para petistas, amizade e lealdade são conceitos muito abstratos. Os exemplos recentes de André Vargas e Delcídio Amaral deixam isso bem claro.

Esse é o cenário. Os que preferirem a desonra ao invés da perda de cargos, poderão ficar ainda mais desonrados e sem os cargos. O PT não é um partido, é apenas uma legenda que serve de fachada para uma organização criminosa. Eles que já tramaram a morte de aliados por questões políticas não hesitarão em tomar para si as pastas para negocia-las com entreguistas que possam pagar mais. Tanto que a primeira fala de Jacques Wagner depois do rompimento com o PMDB foi para dizer que os cargos vagos permitiriam uma “repactuação do governo”, ou seja, uma nova sessão de loteamento de ministérios. Quem apostar na sobrevivência do governo e nas vantagens que pode obter pode acabar de mãos vazias. E convenhamos: será um preço pequeno para quem traiu o povo brasileiro.


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Prostituição explícita nas dependências do Congresso Nacional

O Jornal Metrópoles trouxe a notícia nada espantosa de uma garota de programa atuando dentro do Congresso Nacional. Leia o trecho abaixo:

O debate sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff não é o único fator que tem elevado a temperatura nos plenários do Congresso, nas comissões e nos corredores das duas Casas. Ao que parece, outros recintos da Câmara também andam “pegando fogo”. Fotos que começaram a viralizar nas redes sociais mostram uma garota de programa, devidamente identificada com o adesivo de visitantes da Casa, fazendo poses e sexo oral dentro de um dos banheiros que atende a área das comissões.

A reportagem conseguiu o telefone da moça e confirmou que ela é garota de programa. O cachê chega a R$ 1 mil, a depender do local de atendimento e do tempo em que ela estará à disposição do cliente.

A desinibida visitante foi fotografada, entre fevereiro e março deste ano, na porta de entrada que dá acesso às comissões e dentro do banheiro masculino do local. Ela aparece na companhia de um homem não identificado, que traja um terno preto. A morena, que usa uma pequena lingerie rosa, posa para as fotos enquanto olha o celular e atende aos desejos sexuais do cliente.

Segundo o jornalista Carlos Carone, as “cenas são fortes”. De fato, é inimaginável esse tipo de situação dentro de um prédio público, ainda mais sendo a casa que abriga um dos três poderes da república. Saber que os nossos homens públicos permitem esse tipo de coisa dentro dessas dependências é mais um atestado da nossa decadência moral. O Reacionário foi investigar e encontrou outros flagrantes de prostituição, cenas ainda mais lamentáveis do que a desinibida da lingerie rosa.

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Realmente, a prostituição anda em alta nos corredores do Congresso. São cenas lamentáveis.


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