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A testemunha que ganhou emprego no gabinete de Gleisi é militante de esquerda. Deve ser impedida já

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“A Conspiração dos Asnos” ou “O Golpe Paraguaio de 09 de Maio”

Nas primeiras horas da manhã de ontem, um ato inesperado do presidente interino da Câmara Waldir Maranhão levou o país a convulsão: o deputado anulou as três últimas sessões do processo de acolhimento do impeachment na casa, e logo na antevéspera da votação de acolhimento no Senado. Maranhão anulou a tarde um pedido que não estava mais em sua jurisdição, e logo foi abraçado como líder por uma esquerda carente de personagens competentes na prática de apliques. A decisão foi tão absurda que sequer foi considerada por Renan Calheiros, que optou pela continuidade do processo no Senado. Do lado da esquerda, surgiram memes comemorativos, além da campanha #SomosTodosMaranhão. Estudantes que estavam reunidos com o ministro da Educação Aloizio Mercadante gritaram “Uh é Maranhão”. O deputado desconhecido emergiu do baixo clero para se tornar o nome do Salvador do Império Petista. De uma hora para outra passou a ser atacado nas redes sociais por uma multidão que só era menor que a totalidade dos brasileiros, enquanto militantes petistas e isentões celebravam o feito apontando uma fundamentação jurídica que foi negada até por Walter Maierovitch, advogado e colunista da Carta Capital. Pio ainda é que a decisão nula sequer alteraria o fato de que o resultado na Câmara não seria alterado em outra votação.

Foi muito esclarecedor ver a esquerda chamando Maranhão de herói. Os memes de apoio, as fotos pretensamente sérias do interino incendiário ladeado pelas lideranças governistas (onde se nota por sua expressão vazia que ele não tem a mínima noção do que está fazendo) e os vídeos postados por parlamentares e militantes ficarão para sempre como registro do vexame

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Para a imprensa, Maranhão afirmou que agiu para “salvar a democracia”. Afirmou ainda que o processo estava viciado porque alguns partidos haviam fechado questão na votação em torno de uma das posições, o que contraria um parecer golpista do presidente da Comissão Interamericana de Direitos, o esquerdista Roberto Caldas. O que Maranhão não comentou é que só se vota de acordo com a consciência em processos judiciais, e não em decisões de acolhimento de uma medida parlamentar. Só quem finge não saber disso são os petistas e linhas auxiliares.

Logo pela tarde, veio a decepção: Renan Calheiros deu prosseguimento aos debates em torno do impeachment, e sinalizou que não devolveria o processo à Câmara. Foi duramente atacado pela chamada “bancada da chupeta”, a minoria governista que será derrotada na votação da quarta-feira. Segundo eles, Maranhão tinha razão em sua acertada decisão de anular a votação do dia 17.

Mas só fizeram passar vergonha, já que ao final do dia Maranhão decidiu anular a própria anulação, além de se dirigir de maneira muito respeitosa e desnecessária ao presidente do Senado comunicando a decisão (como se Renan se importasse). O fez depois de ter se queimado de maneira quase irreversível. Ele que havia se encontrado com José Eduardo Cardozo e Flávio Dino no domingo na casa do deputado federal Silvio Costa (aquele), resolveu fazer a chicana sem consultar ninguém, com a promessa de que levaria de prêmio a Secretária de Ciência e Tecnologia do Maranhão. Como é do baixo clero, se afastaria da Câmara para ocupar o cargo em sua terra natal. O que não deve ter calculado é que despertaria uma fúria que pode até encerrar sua carreira política.

Maranhão é do PP. O partido havia fechado questão em torno do impeachment, que foi desrespeitada pelo parlamentar após encontro com Lula no Royal Tulip na véspera. Não satisfeito em desrespeitar a decisão da convenção nacional progressista, o intrépido Waldir decidiu fazer chicana. Foi o suficiente para que o deputado Jeronimo Goergen pedisse a expulsão do interino dos quadros do partido. Várias correntes e diretórios estaduais seguiram o relator. Isso é um problema porque o mandato de deputado pertence ao partido e não ao titular, o que faz com que Maranhão tenha que deixar a casa caso a expulsão aconteça. Isso é particularmente ruim para quem está implicado na Lava Jato. Ainda que se safe da expulsão, Maranhão terá que se esclarecer na Comissão de Ética da Câmara, onde mais de cinco partidos ingressaram com representação contra ele. Querem não só afasta-lo da sucessão da Câmara como também cassar seu mandato. Sem mandato, sem foro privilegiado contra a Lava Jato. Pode ser que não fique muito tempo livre para assumir a secretária de Flávio Dino. Aliás, melhor esquecer a secretária: a menos que Flávio Dino tenha vocação para marido traído, não há porque ele cumprir sua promessa depois de Maranhão desistir da anulação. E as desventuras do interino não param por aí. A notoriedade jogou luz sobre seu filho, que exerce a medicina em São Paulo e estava lotado em um gabinete de um aliado na Assembleia Legislativa do Estado. Isso sem falar na mãe que Maranhão beijou no domingo e que se tornou a mulher mais xingada na segunda-feira. O constrangedor é que Maranhão foi seduzido por Cardozo na casa de Silvio Costa com três garrafas de Velho Barreiro. Desse episódio, só restou para Maranhão a vergonha. Sai do anonimato para entrar na lata de lixo da história.

Esse é o personagem principal do golpe tramado por Dilma Rousseff, Flávio Dino, Silvio Costa e José Eduardo Cardozo. Sem esperanças de vencerem nas ruas ou nas votações, eles apelam para esse expediente. Ocorre que diferente do manobrista Cunha, eles não tem estilo. Cunha jamais cometeria os erros grosseiros de Maranhão. Dilma, a que dizia ter coração valente, se mostra uma mulher atrapalhada e histérica quando colocada sobre pressão. José Eduardo, o Garibaldo da AGU, passou um parecer para Waldir para que ele justificasse sua decisão. Como se o parecer já não fosse frágil, foi colocado nas mãos de um jagunço ignorante que mal sabe formular uma frase. Na jogada colocaram Flávio Dino, que bancaria o prêmio de Maranhão. Junte um parecer frágil de um jurista que não obteve sequer uma vitória no processo de impeachment, com um presidente interino ignorante cuja ambição é infinitamente superior ao intelecto, duas casas de parlamentares furiosos com o desrespeito mais 80% dos que rejeitam a presidente, e a receita será um ato fracassado que só serviu para causar um racha entre Dilma e Renan Calheiros e acirrar os ânimos da população contra o governo. O homem que capitanearia a chicana fez o mesmo que o assaltante infeliz que foi atirar no frentista com o corpo coberto de gasolina. Acabou se incendiando. Quanto ao golpe tramado por Dilma, Cardozo, Dino e Silvio Costa, este entrará para a história como “A Conspiração dos Asnos” ou ainda “O Golpe Paraguaio de 09 de Março”. Não porque tenha qualquer semelhança com o impeachment do presidente paraguaio Fernando Lugo, mas sim porque lembra os tais cavalos paraguaios, que saem na frente no começo da competição para amargarem as últimas colocações. O que mataria qualquer um de vergonha se torna mais uma nota na biografia imunda dos envolvidos.

O PT só aceita o jogo quando está ganhando

O governo petista vive momentos de desespero. Decidiram acionar a Advocacia Geral da União para obter um mandado de segurança contra o processo do impeachment no Supremo Tribunal Federal. Ao justificar sua ação, o truculento José Eduardo Cardozo replicou os mesmos argumentos medíocres que tentou vender na Comissão Especial do Impeachment. Cardozo quer ainda a anulação do relatório do deputado Jovair Arantes, que recomenda o impeachment da presidente. Resolveram questionar um rito que foi estabelecido pelo próprio STF a pedido do PCdoB, o satélite do lulopetismo.

Do outro lado, o satélite comunista resolveu questionar a ordem de votação estabelecida por Eduardo Cunha, como se essa ordem fosse relevante a essa altura dos campeonatos. Depois da debandada dos aliados, do PP fechar questão sobre o impeachment e da oposição já ter obtido os votos necessários para sepultar o governo no plenário, tanto faz a ordem da votação. Podem começar pelo Norte, seguir ordem alfabética ou mesmo intercalar as regiões, a derrota de Dilma já é certa. Resistir é inútil.

O problema aqui é que eles não aceitam a lei e a democracia. Querem ganhar no grito, recorrendo à apliques e golpes judiciários. O presidente Eduardo Cunha tem a disposição do cargo exatamente os mesmo poderes atribuídos aos petistas Marco Maia e Arlindo Chinaglia. Não há motivo para choro, a decisão cabe a Cunha e pronto, gostem dele ou não. O regimento é maior que Cunha e que o PT, e essas regras não devem ser mudadas ao sabor das conveniências partidárias. A menos que o STF acovardado resolva decretar Estado de exceção. Sabemos que no que depende de Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandoski, Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, a hipótese é verdadeira.

Em tese, não há nada que o STF possa fazer para mudar as regras do jogo sem cair em contradição com decisões anteriores. A julgar pelas reações contrárias a decisão de Teori Zavascki quando este resolveu dar colher de chá para Lula, é possível que os petistas de toga não queiram enfrentar a ira santa das ruas, que aguardam com tanta ansiedade a deposição de Dilma. Como o próprio mestre daqueles lacaios afirmou, eles não tem coragem.

No fundo, o que resta é a declaração explicita por parte do petismo de que não sabem lidar com a democracia, e que só sabem jogar quando estão ganhando. Se comportam como aqueles garotos mimados que começam a reclamar quando perdem nas brincadeiras, correndo em prantos para a mãe para que esta interfira no jogo à seu favor. Coisa de fascista. Ocorre que gente assim não costuma ter muitos amigos, e só mantem seus círculos sociais quando tem dinheiro. Do contrário, caem logo no ostracismo. É o que vai acontecer com o PT.


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Cardozo, o Garibaldo da AGU

Ontem o Advogado Geral da União José Eduardo Cardozo protagonizou o pior momento de sua carreira. Ele foi incumbido pelo governo de fazer a defesa de Dilma Rousseff na última sessão da Comissão do Impeachment antes da votação. Além de admitir publicamente que Dilma pedalou, Cardozo ainda levou um tipo de prova de pré-escola para ilustrar as pedaladas. Um completo vexame.

Cardozo rebaixou os parlamentares à condição de crianças ao transformar sua defesa em uma espécie de esquete da Vila Sésamo. Digno de quem é tão atrapalhado quanto o Garibaldo. Mais do que isso, o titular da AGU rebaixou a própria presidente e seu próprio cargo. Todos sabemos que Cardozo não é um nome digno nem para a primeira instancia e que Dilma não deveria ser eleita nem para síndica de condomínio, mas temos que ponderar que as instituições estão acima dessas pessoas. O que se viu ontem foi lamentável para dizer o mínimo.

O que houve ali foi um blefe: Cardozo não tinha o que perder e tentou atirar para qualquer lado. Acabou perdendo, já que ofendeu alguns parlamentares ao chamá-los de idiotas de uma maneira tão direta. Ao menos conseguiu fazer com que alguns cidadãos se tornassem solidários à Dilma Rousseff. Não na questão do impeachment ou da governabilidade, sobre isso o consenso é desfavorável à czarina da mandioca. A solidariedade se dá nos impropérios de Dilma contra Cardozo. Ele merece isso e muito mais, já que além de cúmplice do plano criminoso de poder é um perfeito idiota.

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Os estranhos vazamentos da Lava Jato

eugenioeugenio-aragao-andre-dusek-estadaoHoje a mídia veiculou algumas planilhas contendo nomes de políticos relacionados à lista da Odebrecht. Poucas horas depois o juiz Sérgio Moro decretou sigilo sobre as informações. Aparentemente a lista não deveria ter sido vazada. Sendo assim, porque não o material foi divulgado?

É curioso que isso aconteça pouco tempo depois do ministro da Justiça Eugênio Aragão ter sido notificado pelo Supremo Tribunal de Justiça, onde terá que explicar as ameaças feitas contra a Polícia Federal em entrevista concedida à Folha. O ministro disse que “Não precisa de provas, que basta que ele sinta o cheiro de vazamento para que substitua a equipe da PF”. É interessante notar o tempo dos fatos. Bastou o STJ cobrar explicações para que surgisse um vazamento. O que vai acontecer agora é que Aragão terá munição retórica para justificar sua fala fascista.

Notem que nem o atual ministro e nem seu antecessor José Eduardo Cardozo jamais se manifestaram sobre os vazamentos de informações da Lava Jato que beneficiaram o petismo. Isso mesmo. Quando a Polícia Federal chegou na residência de Lula e no “instituto” que leva seu nome, todos já sabiam da Operação Aletheia. A informação foi vazada à blogs sujos que defendem o governo, o que deu tempo para que o ambiente fosse preparado antes da batida da polícia. Mas o governo não toca no assunto, já que possui uma visão seletiva das coisas. Qualquer ilegalidade à favor é válida para o petismo. É por isso que nomearam Aragão para o Ministério, para garantir a impunidade e a injustiça.

 


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A desastrosa jogada com os ministérios

Dilma Rousseff havia seguido as insistentes orientações de Lula e tirou Luiz Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça, colocando no lugar o procurador baiano capacho de Jacques Wagner, um sujeito de nome Wellington César Lima e Silva. Cardozo foi assumir oficialmente a defesa do governo petista por meio da Advocacia Geral da União (ainda que a AGU não tenha como finalidade constitucional a defesa de quadrilhas totalitárias). Entrou Wellington, com a missão de por cabresto na Polícia Federal e impedir que a Lava Jato chegasse (ainda) mais perto do Palácio do Planalto.

Foi um fiasco do começo ao fim. O ministro chegou ao poder já com a opinião pública ciente de sua tarefa inglória de garantir a impunidade petista. Não se sabe que meios ele utilizaria para isso, já que a PF tem sua autonomia garantida por lei. O que se sabe é que ele já havia elaborado uma lista que substituiria toda a cúpula da corporação. O único porém é que a nomeação de Wellington foi ilegal, uma vez que ele é membro do Ministério Público. Como tal, deveria ter sido exonerado e depois deveria pedir demissão, para não provocar conflito de interesses. Aliás, essa lei foi aprovada por Ricardo Lewandoski. O que fazer?

Como o PT não preza pelas leis e cospe na Constituição sempre que pode, Dilma foi em frente e nomeou o ministro mesmo sabendo do impedimento legal. Ao invés de orientar Wellington para que ele seguisse os tramites legais que permitissem a nomeação, o PT resolveu blefar. E perdeu. O DEM resolveu agir como oposição, e o deputado federal Mendonça Filho (de Pernambuco) protocolou uma ação popular contestando a nomeação. Pouco depois o STJ manteve a nomeação até que o STF decidisse. Mas não há mais como ir adiante, já que o STF não vai aprovar algo que condenou tempos atrás. O governo terá que nomear outro interventor. Já se especula que o escolhido será o deputado federal Paulo Teixeira, o mesmo advogado de porta de cadeia que tentou retirar o processo em que o MP paulista acusava Lula de ocultação de patrimônio das mãos de Cassio Conserino. Paulo pode até ser nomeado, mas já sabemos de antemão que será mais um fracasso para o governo.

A triste saga do ministro que não é ministro e do cargo de interventor que pode é provocar mais repudio da população ao partido do plano criminoso de poder é algo que ilustra o desgaste da tentativa dessa máfia totalitária em manipular os instrumentos do Estado ao seu favor. Antes disso o PT já havia distribuído ministérios e cargos para os golpistas do PMDB do Rio (o Ministério da Saúde para Marcelo Castro e da Ciência e Tecnologia para Celso Pansera). Não deu certo e o impeachment tomou ainda mais força. Agora o que o PT quer é dar um ministério ao ex-presidente Lula para que ele não seja alcançado pelas sentenças do Juiz Sérgio Moro. É uma estratégia tresloucada que expõe o desespero dessa laia. Se Dilma seguir adiante com isso (dizem que ela está insistindo), ela estará abreviando o seu governo ao acolher um criminoso investigado ao seu ministério.

Pode ser que isso seja uma informação falsa vazada pelo petismo, já que as mesmas fontes dizem que Lula “rechaçou essa possibilidade”. Lula não é um homem honrado, é um oportunista que entregaria a própria mãe para se livrar de prejuízos. Foi até colaborador do DOPS, porque não vazaria uma notícia falsa para sinalizar a coragem que não tem? Em todo o caso, sabemos que a estratégia de usar ministérios para manter Dilma no poder já não surtem mais efeitos, e podem até trazes graves prejuízos se forem levadas adiante. Isso sem falar na falta de respeito ao povo que é uma presidente da República agira como piloto de fuga de um criminoso. O Brasil está de olho.