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Existe uma versão de Luciana Genro para cada ocasião

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O Golpe das novas eleições

Várias sortes de truques já foram dados pelo petismo para salvar Dilma Rousseff do impeachment. Desde assinaturas forjadas contra o impeachment até alternativas expressas por suas linhas auxiliares, como a mudança para o parlamentarismo ainda esse ano e a reforma política. Sempre repetimos aqui: não se mudam as regras do jogo quando os atletas já estão em campo. Tudo o que for diferente disso é golpe.

O último golpe empreendido pelo petismo e luinhas auxiliares foi a convocação de novas eleições. Para além da conveniência política de quem faz esse tipo de demanda, como Marina Silva e Luciana Genro, ainda há o fator da ilegalidade, uma vez que segundo a Constituição Brasileira, as eleições presidenciais acontecem de quatro em quatro anos, podendo ocorrer antes apenas em caso de impedimento do presidente e vice. Aí sim o presidente da Câmara assume a presidência por 90 dias e convoca novas eleições. Segundo Marina Silva e Luciana Genro, essa seria a saída para o Brasil. Enquanto discutiríamos quem assumiria a bronca, os parasitas petistas sairiam de cena sem que ninguém notasse sua fuga.

Essa proposta esdrúxula e golpista veio por meio de nomes como Cristovam Buarque, Lidice da Matta e Randolfe Rodrigues no Senado. Depois ela foi sugerida por Lula. Hoje é Dilma quem segundo os jornais, pensou em renunciar e convocar eleições gerais que ocorreriam em Outubro.

Temos que ter clareza nesse momento, já que é pouco provável que isso vá acontecer. A presidente não tem o poder de convocar novas eleições, isso é de competência do STF. Também não pode determinar como se dará sua sucessão. A lei é clara a esse respeito: se Dilma renúncia, assume Michel Temer. Ela não tem o poder de determinar isso ou aquilo. Certamente não poderia determinar que Temer também renuncie. O golpe fracassaria.

O que é preciso dizer para quem pede novas eleições parece chavão de isentão, mas é bem pertinente: quer dizer que os senhores querem a República nas mãos de Eduardo Cunha? Pois é isso que aconteceria caso essa proposta inconcebível acontecesse. Os canhotos sabem bem que não podem obrigar Cunha a renunciar. Ainda que o fizessem, o primeiro vice-presidente da Câmara é o cunhista Waldir Maranhão, aquele aliado de Cunha que mudou de voto ao longo do processo de impechment depois de visitar a suíte de Lula no Royal Tulip. Foi do sim para o não com ares de esquerdista histórico, falando que “era preciso respeitar a democracia, que o golpe não iria prosperar”. É ele um dos maiores responsáveis pelas manobras que estão livrando Cunha de seu julgamento final no Conselho de Ética. Ou será que preferem Renan Calheiros, o homem dos mil processos e manobras, senhor das Alagoas e pagador de pensão com dinheiro de propina? Quem fala de novas instituições não só prega uma ruptura institucional como quer jogar o país em mãos sujas para fazer valer uma narrativa mentirosa de que Dilma não foi apeada, mas sim de que houveram novas eleições. Como a esquerda governista mais ordinária sempre nos lembra, nós não vivemos sob um sistema parlamentarista. Novas eleições virão em 2018, e eles poderão lançar seus candidatos. Até lá que se cumpra a Constituição: que assuma Temer, eleito por 54 milhões de votos para substituir Dilma Rousseff em caso de morte, ausência temporária, impeachment ou renúncia.

Esse momento histórico é mesmo interessante: ainda que inconscientemente, as partes se organizam em torno de um consenso. Dilma e seus asseclas sabem que seus dias estão chegando ao fim, e que ela perdeu a legitimidade. Do nosso lado, concordamos com isso. A melhor saída é respeitar a democracia e a lei. A menos que se rasgue a Constituição, a única coisa que Dilma irá conseguir é dar um golpe à lá Jânio Quadros na sexta-feira, data que segundo os jornais seria anunciada sua renuncia em rede nacional. O presidente beberrão tentou usar deste expediente para salvar seu governo, renunciando por conta das tais “forças ocultas”. Esperava que o povo que o elegera sete meses antes saísse as ruas para pedir sua permanência. Ninguém sentiu falta do moralista abelhudo que assumiu um país cheio de problemas e que dedicou seu curto mandato a proibir biquínis, jogos de azar e corridas de cavalo. O mesmo acontecerá com Dilma. Se ela renunciar, vai colher só o escárnio . Isso se não for presa pela Polícia Federal.

E quem disse que usar short na escola é direito?

Uma escola tradicional de porto Alegre se tornou palco de mais um dos experimentos sociais de esquerda: influenciadas pela retórica feminista, algumas alunas lançaram uma petição pública pedindo que o Colégio Anchieta permitisse o uso de shorts curtos nas dependências da instituição. Leiam o trecho do Huffigton Post (que vibrou muito com a notícia). Comento em seguida.

“Vai ter shortinho, sim!”

Elas têm entre 13 e 17 anos e estudam no Colégio Anchieta, um dos mais tradicionais de Porto Alegre. Inconformadas com o posicionamento da instituição, que não permite o uso de shorts, o grupo de estudantes iniciou o movimento que hoje consta com mais de 8 mil apoiadores na petição online.

O abaixo-assinado é destinado a coordenadores e diretores da escola e foi apresentado por uma das autoras durante um ato nesta quarta-feira (24), no pátio da instituição.

“Eles falam que não é lugar de usar shortinho. Mas essa é a nossa roupa. A gente tem o direito de usar a roupa que a gente quiser”, afirma Marina Stein, de 14 anos, em entrevista ao G1.

A petição online foi criada na última terça-feira.

No texto, as alunas são assertivas:

“Exigimos que a instituição deixe no passado o machismo, a objetificação e sexualização dos corpos das alunas; exigimos que deixe no passado a mentalidade de que cabe às mulheres a prevenção de assédios, abusos e estupros; exigimos que, ao invés de ditar o que as meninas podem vestir, ditem o respeito”.

Segundo o portal progressista, “as alunas são assertivas”. Não, elas são apenas manipuladas.

Em primeiro lugar, o uniforme tem uma importância vital na educação de jovens e crianças. Ele representa não só a marca da instituição, como também permite que o aluno aprenda valores como disciplina, ordem e cuidado com a própria aparência. O ambiente escolar é um local para o aprendizado, e não para demonstrações levianas de libertinagem como querem as marionetes de Porto Alegre. Além do que, o uniforme representa economia para os pais. Pois é, em todos os pais tem condições de prover roupa novas para que os filhos frequentem a escola todos os dias. Considerado que o homem moderno tem em si o valor do consumismo, é bom que se evite mais essa tendência nessa fase. Não, aqui ninguém condena o consumismo. Se o consumista é quem arca com esses gastos não há problema algum, e não é esse o caso dos adolescentes.

Nesse caso específico do Colégio Anchieta, chama a atenção que a reivindicação não é necessariamente contra o uso de uniformes, mas é bem específica: as alunas do movimento arrogam para si o direito sacrossanto de usaram shorts minúsculos na escola. E chamam a restrição do uso de trajes sumários de “objetificação” do corpo da mulher”. Ora, não é justamente a exposição que desperta o desejo e lascívia?

Vamos imaginar por um instante que esse movimento não tem nenhum cunho ideológico ou político. Vamos supor que é apenas “o calor” que torna desconfortável o uso de trajes menos ~informais. A Austrália é um país de clima tropical, com temperatura media bem superior ao que é registrado por aqui. E estes são alguns modelos de trajes usados por estudantes, tanto do colegial quanto das séries anteriores.

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Mesmo com o clima quente, a Austrália prefere seguir os exemplo de países civilizados.

Que é exatamente a mesma prática nas escolas da elite em vários países do mundo.

Aqui há vários pontos que tornam essa demanda inconsistente. Primeiro porque as justificativas são fracas. Dizer que a menina tem o direito de exibir seu corpo em peças curtíssimas é uma meia verdade. Ela pode fazê-lo, mas apenas nos ambientes que permitem. Como se trata de um ambiente privado, não há nenhuma obrigação de que os responsáveis permitam essa leviandade. Aliás, isso não é caso para protesto. Basta que essas alunas procurem colégios mais permissivos. As escolas públicas da periferia por exemplo, costumam permitir tudo. E é justamente nessas instituições onde ocorre a maioria de casos de gravidez na adolescência. Por lá o namoro dentro das dependências escolares e oficialmente proibido, mas sabem como é o Brasil né. Algumas leis não “pegam”. Também há uso de drogas, violência contra professores, violência contra alunos e ate abuso sexual.

É evidente que esses não são problemas exclusivos das escolas públicas. Isso também acontece nas instituições privadas. Mas é fato que a incidência desses problemas específicos é menor nos colégios particulares. A única ocorrência grave que iguala colégios públicos e privados é a doutrinação ideológica. Nisso as duas modalidades estão irremediavelmente condenadas. E parece ser esse o caso do Anchieta. Por mais que exista uma militância atuante nos meios de comunicação, o surgimento de uma monstruosidade dessa natureza só pode ter brotado com a ajuda diligente de marxistas travestidos de professores. Daí o caos está posto. Qualquer cidadão mais inteligente percebe que a hipersexualização dos jovens é causa da maior incidência de doenças sexuais, gravidez e abuso sexual nessa faixa etária. Mas o Huffs Brasil e Luciana Genro acham bonito. É a Pátria Educadora. Depois se perguntam porque nossa educação é tão ruim. E nesse ponto deve ser feita a pergunta: onde estão esses pais que permitem que seus filhos e filhas participem dessas coisas?

É meio óbvio que só chegamos a esse estado de coisas porque os pais abriram mão do papel de educadores, delegando essa função aos militantes travestidos de professores. Até por isso as escolas administradas por policiais militares são a melhor alternativa para o Brasil. até que os pais compreendam qual é o seu papel, alguém terá que transmitir alguma noção de disciplina e respeito aos jovens.Como diz o filósofo Luis Felipe Pondé, nossa geração sofre com a síndrome de Peter Pan.Muitos adultos se preocupam mais em ser uma eterna criança do que assumir suas responsabilidades com os filhos. Eis o resultado.

O que se percebe também é que graças ao incansável trabalho de nossos progressistas, temos uma geração mimada, arrogante e egoísta, que se vê como o centro do Universo. Acreditam piamente que suas vontades mais mesquinhas estão acima de qualquer norma. Daí sairão adultos incapazes de conviver com as regras de um ambiente de trabalho, vizinhos que não respeitam as normas de convivência do condomínio ou pior: militantes de esquerda que gostam de impor suas regras para a sociedade, se referindo ao próprio desejo autoritário como defesa radical da democracia.