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Como o UOL e a Folha tentam criminalizar o MBL distorcendo fatos

Mais um dia de festa para a esgotosfera apeada do poder: o UOL publica um texto assinado por Vinícius Segalla, em que se afirma com letras garrafais que “partidos financiaram MBL em atos pró-impeachment”. Horrorizado, o leitor clica na matéria completa de exageros e ilações para ler que tudo se resumiu a ajuda para impressão de panfletos e mobilização de caravanas da campanha do impeachment.

Cabe a pergunta: onde está a denúncia?

A articulação do MBL com políticos foi feita as claras por ocasião do lançamento do Comitê Pró-Impeachment. Sem a junção de forças dos movimentos (incluindo Vem Pra Rua, Nas Ruas e Revoltados Online) junto com parlamentares, o impeachment não teria prosperado. Talvez venha daí a bronca do UOL e Folha. Para tentar minar a reputação do movimento, eles apelam para reverberações que levam do nada a lugar algum: dizem o que é público e notório se aproveitando do contexto dos áudios da Lava Jato para criar factoides que permitam o retorno de Dilma Rousseff.

Um nome é fundamental para entender o modus operandi do UOL e Folha: Vinicius Segalla, que já foi devidamente denunciado em artigo de Luciano Ayan publicado neste blog. Bastante apreciado no submundo dos blogs sujos, Vinicius Segalla foi acusado por Rowlles Magalhães Pereira Silva de ter cobrado propina para não divulgar matérias sobre o projeto do VLT no Mato Grosso. Segundo Rowlles, Sagalla cobrou pagamento de R$ 7 mil mensais pelo seu silêncio. Com precisão nos detalhes, Ayan comentou sobre a sagacidade criminosa do jornalista que empresta sua pena para fazer serviço sujo para o petismo. Prova disso foi a matéria assinada pelo jornalista chantagista contra o presidente da Comissão Especial do Impeachment no Senado, Raimundo Lira. Segalla trabalhou em todos os detalhes para atacar Lira, da mesma forma com que atacou o coordenador do MBL Renan Santos dias depois. Usando a existência de dívidas trabalhistas em nome de Renan, o jornalista do UOL montou um factoide para embolar o jogo do impeachment nas últimas horas. Confundindo o leitor, Segalla afirmou que o ativista possuía dívidas trabalhistas. O jornalista não menciona na reportagem que Renan tinha aquelas dívidas porque adquiriu uma empresa com dívidas trabalhistas. Preferiu a omissão, a manipulação e a semântica criminosa. Chegou a dizer que Renan tinha dívidas trabalhistas desde 1998, sendo que o coordenador nacional do MBL nasceu em 1984. Sim, Segalla afirmou que Renan foi alvo de processos trabalhistas desde os seus 14 anos. Fica a pergunta: falhar em empreendimentos privados é crime? Não é. Crime é cobrar propina, como fez o jornalista Segalla.

Diante da constatação de que o jornalista é criminoso, fica a interrogação sobre os motivos que levaram a Folha de São Paulo e UOL a manter o vínculo empregatício com o sujeito, visto que usou das disposições de seu cargo para a chantagem. A resposta é simples: Folha e UOL são tão criminosos quanto seu jornalista dos dedos sujos.

A pergunta tem uma resposta simples: UOL e Folha não são veículos respeitáveis, daí a condescendência com o comportamento criminoso do jornalista. O UOL é sociedade entre o Grupo Folha e o banqueiro André Esteves, como sempre lembramos aqui. É aquele mesmo que subornou o senador Fernando Collor de Mello para obter um contrato de R$ 122 milhões da Petrobras Distribuidora, transformada em feudo do ex-presidente após negociação com o PT. Ciente de que Nestor Cerveró poderia delatar o esquema, Esteves tramou com Delcídio Amaral um plano de fuga que culminou com os dois presos pela Operação Lava Jato. O Grupo Folha, segundo constam alguns boatos, queria entrar no setor bancário – a mina de ouro do capitalismo de compadres do Brasil. Fora isso, há o fator Esteves e as gordas verbas publicitárias que aquele pasquim recebe do governo. Foi por isso que a Folha tomou o lugar antes ocupado por Carta Capital na comunicação não-oficial do petismo.

Aliás, o envolvimento de UOL e Folha com o petismo não se restringe ao já vergonhoso caso de prostituição por verbas publicitárias e envolvimento com achacadores como André Esteves. Um dos veículos ligados ao UOL é o portal Opera Mundo, do jornalista e militante petista Breno Altman. Como se ser defensor do governo mais corrupto da história não fosse vergonha suficiente, há a implicação do sujeito em um possível plano criminoso. No dia 01 de abril deste ano, a Polícia Federal cumpriu a 27º fase da Operação Lava Jato, denominada Carbono 14. Foram presos o empresário Ronan Maria Pinto (do Diário do Grande ABC), Delúbio Soares e Silvio Pereira. Naquele dia o jornalista Breno Altman foi levado para depor por meio de condução coercitiva. Segundo as investigações, o empresário Ronan Maria Pinto teria chantageado o PT para não tornar público o papel de Lula na trama que tirou a vida do prefeito Celso Daniel. Pelo segredo, Ronan recebeu R$ 06 milhões, dinheiro utilizado para adquirir o Diário do Grande ABC. O PT não tinha dinheiro, daí recorreram a José Carlos Bumlai para que fizesse o empréstimo de R$ 60 milhões no Banco Schahin. O Banco Schahin quis o pagamento, que estava fora do alcance do partido. Foi quando ofereceram ao patriarca Salim Schahin o contrato do navio-sonda Vitória 10000. O óbvio aconteceu, e Salim Schahin fechou um negócio de R$ 1,6 Bilhão e perdoou a dívida do PT. Ocorre que o contato de Ronan com o PT era o jornalista Breno Altman. O mesmo Altman do Opera Mundi, que está abrigado no UOL.

Esse ataque da Folha ao MBL não é um dos únicos disparos contra o MBL. A Folha já acusou o grupo de pedir Intervenção Militar, já reclamou porque o MBL fechou a ciclofaixa da Paulista para a realização de manifestação, já questionou sobre as contas do grupo, já questionou até o preço de cupcakes vendidos pelo grupo, que segundo a Folha, estariam muito caros. A relação é tão amistosa e democrática que a jornalista Fernanda Mena chegou a chamar Renan Santos de otário e filho da puta em plena Avenida Paulista. Isso porque Renan não gostou do fato da jornalista parar pessoas contrárias ao impeachment e tomar seus depoimentos enquanto ignorava os apoiadores. Poucas horas depois da discussão, a farsante publicou um texto afirmando que a Paulista estava vazia, de que haviam mais participantes no encontro de fisiculturistas no vão livre do Masp do que na manifestação. Detalhe: foram cerca de 200 fisiculturistas ao encontro marcado para as 11 horas debaixo do museu, e cerca de 50 mil pessoas ao Esquenta do Impeachment marcado para as 13Hrs. o artigo porco de Fernanda Mena foi publicado às 17hrs. Isso sim é golpe.

Já que estamos falando em áudios, cabe lembrar a recente conversa telefônica de Renan Calheiros e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Ao divulgar o áudio, a Folha recorreu ao expediente cretino de transcrever algumas partes da gravação como “inaudível”. Eram exatamente as partes que apontavam a confissão de Renan sobre a responsabilidade de Dilma Rousseff nos escândalos e a participação da Folha no plano criminoso de poder. Lá ouvimos que Dilma tentou convencer João Roberto Marinho a ajudar seu governo com uma narrativa favorável, mas que proprietário da Rede Globo afirmou que não era mais possível conter o efeito manada. E ouvimos que Dilma conseguiu com o “Otavinho” aquilo que não obteve com a Globo.

Sobre Dilma

MACHADO – Mas, Renan, com as informações que você tem, que a Odebrecht vai tacar tiro no peito dela, não tem mais jeito.

RENAN – Tem não, porque vai mostrar as contas. E a mulher é corrupta.”

Sobre Rede Globo e “Otavinho”, eis a transcrição feita em O Globo (que por acaso, não saiu na Folha).

“Conversa muito ruim, a conversa com a menina da ‘Folha’… Otavinho [Otávio Frias Filho] foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios têm cometido exageros, e o João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda. […] Ela [Dilma] disse a ele ‘João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos’. E ele dizendo ‘isso virou uma manada, uma manada, está todo mundo contra o governo’”, relatou Renan.

Sobre o diálogo, em outro trecho, Renan disse ainda que “a conversa dela (Dilma) com João Roberto [Marinho] foi desastrosa. Ele disse para ela… Ela reclamou. Ele disse para ela que não tinha como influir”.

As gravações podem ser ouvidas nos vídeos abaixo.

Renan sobre o envolvimento de Dilma
https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fspotniks%2Fvideos%2F898709500238564%2F&show_text=0&width=560

Renan sobre Folha e Globo

Sim, o “Otavinho” é o Otávio Frias Filho, proprietário da Folha. Esses áudios, somados aos fatos já descritos anteriormente nos mostram o caráter golpista deste pseudojornal. A Folha de São Paulo por meio das mãos criminosas de Vinícius Segalla tenta criminalizar a política e a cidadania, censurando a ação do MBL com grupos políticos para garantir que seus senhores não sejam apeados do poder. Criam uma narrativa grotesca sobre a política para que o povo tenha a noção equivocada que fazer política é errado, sendo que a política é o espaço onde decidimos aspectos importantes da sociedade. Ao fazer isso, o que a Folha pretende é garantir que o cidadão queira distancia da política, deixando espaço vago para gente como Dilma, Renan, Lula, José Dirceu e outros sociopatas. A mensagem ao povo é clara: “Vocês quiseram o impeachment? Idiotas, vocês foram enganados!”. Mas a verdade é que apesar do papel de extrema-importância exercido pelo MBL e Vem Pra Rua nas manifestações, quem realmente foi protagonista desse processo de resistência foi o povo que lotou as ruas, que repudiou Dilma no estádios, nas pesquisas e nos pronunciamentos televisivos. O que a Folha de São Paulo e o UOL estão fazendo é pior do que o Pravda jamais ousou.

Aquilo não é mais jornal, mas sim uma organização criminosa. Munidos de um sentimento sociopata de aversão a democracia, eles marcham contra os que se colocaram como fios condutores da vontade popular. Se é fato que uma mentira repetida tantas vezes pode se tornar verdade, como disse Goebbels, também é verdade que ainda que bem sucedida em sua empreitada macabra, esses tentáculos da máfia totalitária não serão bem sucedidos matando o mensageiro. Os inquisidores do status quo terão que assassinar a reputação dos mais de 80% que rejeitam Dilma. Se concentrar só no MBL apenas expõe as máscaras desse monstros morais. O irônico de tudo é que durante anos fizemos pouco da denúncia de que havia uma mídia golpista no Brasil. Agora não só sabemos que ela existe como também sabemos que ela é mais podre do que qualquer um poderia imaginar.


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As entranhas podres da República e o fim da narrativa da Folha e do PT

Se restava alguma dúvida da podridão de nossa elite política, essas foram dissipadas pelas gravações recentes. Tanto os áudios de Romero Jucá quanto os de Renan Calheiros revelam nossa classe política tal como ela é: patrimonialista, corrupta, tosca e corporativista. O fato de nossos políticos formarem uma casta de ladrões não deve causar surpresa em quem tem algum conhecimento sobre como operam as coisas em Brasília. O que causa surpresa são outras farsas ali expostas, farsas que transformam a política nacional em algo muito mais sangrento que Game of Thrones, mais vil que Macbeth e mais macabro que Ricardo III.

Renan fala de como Dilma Rousseff tentou manietar a Rede Globo para que a emissora ajudasse a salvar seu governo. Segundo Renan, João Roberto Marinho se esquivou dizendo que no momento nem isso salvaria o governo, uma vez que o descontentamento popular havia ultrapassado qualquer limite de contenção. Já com a Folha, a conversa funcionou.

MACHADO – Não dá pra ficar como está, precisa encontrar uma solução, porque se não vai todo mundo… Moeda de troca é preservar o governo [inaudível].

RENAN – [inaudível] sexta-feira. Conversa muito ruim, a conversa com a menina da Folha… Otavinho [a conversa] foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios tem cometido exageros e o João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda. […] Ela [Dilma] disse a ele ‘João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos’. E ele dizendo ‘isso virou uma manada, uma manada, está todo mundo contra o governo.’

MACHADO – Efeito manada.

RENAN – Efeito manada. Quer dizer, uma maneira sutil de dizer “acabou”, né.

Esse fato por si só dissipa qualquer dúvida que poderia restar sobre a omissão da Rede Globo a tudo que foi feito nos governos petistas até o final de 2014, quando o estelionato de Dilma abriu precedentes para a atual crise política. Também reforça as denúncias feitas por diversos blogs da direita como Implicante, Reaçonaria, Antagonista, Sul Connection, Alexandre Borges e este que vos fala: a Folha deixou de ser um jornal para se transformar em mero aparelho do PT, sendo peça fundamental de seu plano criminoso de poder. Foi a Folha quem tentou sufocar a voz das ruas ainda em novembro de 2015, quando a saída de Dilma do poder era cogitada apenas entre os mais otimistas. Ao longo de 2015 denunciamos esse jornal sujo em nossa antiga plataforma, e o fizemos de maneira continua em nosso endereço atual, como pode ser atestado no verbete Folha de São Paulo. Esse veículo golpista que agia a mando de uma presidência ilegítima para sufocar a democracia. A Folha merece o descrédito e a lama.

Tendo tudo isso em vista, fica claro que a ascensão do PT e a consolidação de sua estratégia criminosa só foi possível por conta de um estabilishment corporativista, corrupto e anacrônico, que propiciou as condições para que o petismo se criasse. Ao longo do processo, o PT propiciou ganhos inimagináveis para aqueles medonhos coronéis, cooptando a classe por meio de fortunas que estavam além do alcance da maioria dos empresários brasileiros. Mal sabiam que aquilo era um mecanismo de defesa muito bem elaborado, que colocaria uma coleira em quem em tese, poderia se tornar um concorrente. Também garantia proteção em eleições. Sabendo que seus concorrentes estavam comprometidos, o PT abusou da sua máquina eleitoral, rotulando os adversários e lançando bravatas que raramente eram respondidas. Hoje sabemos que Aécio jamais revidaria a altura os ataques sofridos, uma vez que estava de rabo preso com a quadrilha. Da mesma forma não iria endossar um pedido de impeachment de quem sabia muito sobre ele. O PT transformou a já imoral Brasília em um verdadeiro sindicato de ladrões.

O militante petista que foi às ruas contra o golpe mal imaginava que seu líder supremo estava conspirando com Jucás e Calheiros para que Dilma fosse afastada, para assim conter a fúria do povo por justiça. Mas, verdade seja dita, esse militante não tem o direito de reclamar: antes disso ele soube que seu líder supremo mantinha diálogos criminosos inclusive com líderes da oposição, que ele achacava, mentia e até fazia pouco de sua própria base. Ver que Lula tentou afastar Dilma só prova o caráter psicopata desse sujeito. Dilma por outro lado não deve ser vista como vítima: ela foi uma das maiores beneficiárias do golpe, e se associou à Folha, Cunha e outros que hoje são combatidos pela esquerda nas ruas quando ninguém estava olhando. E como lembrou Calheiros, quando as contas da Odebrecht forem divulgadas, acabou para Dilma.

Fica agora a certeza de que chegou ao fim a farsa do petismo. Não havia um empresariado paulista disposto a dar um golpe, o que havia era um empresariado viciado no capitalismo de compadres que se uniu ao partido para tomar de assalto o BNDES. Não havia uma oposição do quanto pior melhor, o que havia era uma coligação de ladrões irmanados na corrupção. Não havia um processo de impeachment que pretendia barrar a Lava Jato e o combate a corrupção, o que havia era um esforço conjunto de políticos comprometidos para salvar a própria pele, incluindo o infame Luís Inácio. Ironicamente, a única verdade repetida pelos petistas durante esses anos foi a denúncia de uma mídia golpista. Mas o golpe era a favor. Infelizmente os legítimos brasileiros não podem gritar que “Não vai ter golpe”, pois o golpe já passou. Mas podemos dizer sim, que houve luta. Muita luta. Derrotamos aqueles que se acharam acima do bem e do mal, nós impusemos sobre quem nos queria como escravos de suas indecências. Saber que nós frustramos uma trama tão complexa apenas demonstrando a insatisfação nas redes e nas ruas, rejeitando os blefes, as bravatas e ameaças desses sociopatas e sim, digno de comemoração.

Renan perde dente em coletiva

O presidente do Senado Renan Calheiros concedia uma entrevista coletiva quando um de seus dentes caiu. Apesar da queda do provisório, Renan prosseguiu normalmente com a entrevista. Caiu é bondade: Renan praticamente cuspiu o dente nos jornalistas.

 

Isso nos leva a algumas reflexões:

O dente de Renan é falso.

Os cabelos de Renan são falsos.

Assim como são falsos sua moralidade, patriotismo e prestações de contas.

O Fora Renan está próximo

Eduardo Cunha era camarada de Dilma, parceiro no crime de Lula e aliado do PT na Câmara e no meio evangélico. Quando começou a bater de frente com o partido, se tornou arqui-inimigo da organização criminosa. O argumento era de que Cunha era corrupto, e não tinha legitimidade para conduzir o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Enquanto isso, Renan Calheiros era deixado em paz pela máfia, já que não havia se manifestado contra Dilma.

Parece que os ventos mudaram depois da anulação do impeachment proposta pelo golpista Waldir Maranhão. Os senadores Vanessa Grazziotin e Lindbergh Farias subiram na tribuna do Senado para enfrentar o presidente do Senado, já que Renan ignorou a chicana de Maranhão. Lindberg foi o mais infamado, ao dizer que se Calheiros não devolvesse o processo para Maranhão, iria estar seguindo Eduardo Cunha e tomando parte no golpe.

Renan perdeu a linha.

Logo que Lindberg concluiu sua fala, Renan afirmou que tem a consciência tranquila, que apesar dos petistas terem o direito ao contraditório, ele seguiria a lei.

É claro que não é bem assim. Calheiros fazia parte da chicana de Dilma. O que levou o senador a mudar a posição (ao menos na questão da anulação), se deve ao golpe tramado por Maranhão. Tem coisas que são vergonhosas até para Renan Calheiros.

O fato é que o PT deveria parar com a mania de colocar a prova a lealdade de seus aliados por meio de afrontas morais tão ultrajantes, exatamente como fazem aqueles maridos violentos com suas mulheres. Batem, agridem, afrontam e ao final dizem que seus aliados não seriam nada sem o governo. Um método psicopata provavelmente aprendido com a ditadura norte-coreana. Ocorre que se trata de uma aposta arriscada, e por vezes acontece que depois de algum tempo a pessoa perde a paciência e o amor vira ódio. Com Cunha foi assim.

Se Renan seguir afrontando o PT, ou seja, respeitando a lei, a relação irá azedar. As bravatas da farsante do ovo e do ex-presidente da UNE que entrou na vida pública por um impeachment só indica que em breve o PT também pedirá o Fora Renan. Aguardem.


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Um recado de Renan e Lula para Sérgio Moro

image (1).jpgNo dia de ontem, Lula tomou café com Renan Calheiros e lideranças petistas. Foram confabular sobre como contornar o impeachment de Dilma Rousseff. Ao final, Renan presenteou Lula com um exemplar da Constituição. Para o presidente do Senado, Sérgio Moro não tem respeitado a Constituição na condução das investigações da Operação Lava Jato.

Renan é investigado em seis inquéritos. Lula, o pai da facção, foi se encontrar com ele. E ambos repudiaram Moro. Você não verá nenhum “analista isento” ou militante de esquerda repudiando o ato (incluindo os que “não são petistas mas”). Lembrem-se disso quando eles fingirem que repudiam os crimes de Eduardo Cunha ou quando acusarem a Lava Jato de ser “seletiva”.


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